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MARIYAMMAN
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SWAMI
KRISHNAPRIYANANDA SARASWATI
SOCIEDADE INTERNACIONAL GITA DO BRASIL
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA
Porto Alegre, RS
Sumário
1.
Devoção a Mariyamman
2.
História
3.
Símbolos
4.
Adeptos
1.
Devoção
a Mariyamman
A ìndia sempre foi
uma terra de aldeias e no contexto da vida das aldeias está a
mais importante e poderosa grande Devata, uma Deidade identificada
com a
aldeia. Uma aldeia, talvez, tenha muitas Gramadevatas, cada
qual com sua função própria. As deidades
das aldeias são mais numerosas do que as aldeias em
si mesmas, apesar disso, uma região é conhecida
por uma destas Deidades deusas, como no caso de Mariyamman,
que é também conhecida como Mari, Mariyamma,
etc. Nos Puranas, Ela é conhecida como Marika. Ela é muito
devotada no sul da Índia. As aldeias pertencem a Deusa.
Teologicamente, Ela estava já antes na aldeia, tendo
a criado. Algumas vezes, Ela é representado apenas
por uma cabeça no solo, indicando que o Seu corpo é o
vilarejo em si, estando Ela enraizada no solo da aldeia.
Os residentes que vivem dentro da aldeia estão sob
o corpo da Deusa; Ela protege a aldeia, e é a guardiã dos
seus limites. Fora da aldeia não há proteção
da Deusa. A aldeia é um cosmo completo, e um lugar
central de poder divino, sendo mantido por Ela. O relacionamento
entre a aldeia e a deusa, primeiramente, dá-se enquanto
grupo ou todo e não apenas como indivíduos. “Mariy”,
pode significar Sakti ou poder, e “Amman”, é mãe,
logo, Mariyamman é “Mãe Sakti” da
aldeia. Portanto, Ela não apenas se relaciona com
uma pessoa. Em alguns locais, Mariyamman é evocada
três vezes ao ano para regenerar o solo do vilarejo,
e proteger a comunidade contra a doença e a morte.
Há outros festivais em outras locais, que podem diferenciar
ao seu propósito, mas no mais das vezes vinculam-se
a mãe terra e a fertilidade.
Mariymman não é sempre pacífica e bondosa.
Ela pode ser vingativa, inexorável, e difícil
de acalmar. Essencialmente, Ela a personificação
das forças naturais do mundo, mas especialmente Ela
considerada a deusa da Varíola, Varicela, e outras
doenças. Sua regra é bivalente, podendo tanto
infligir como proteger os aldeões das doenças.
Um surto de doenças e um desastre é ocasionador
de um festival especial de adoração para a
Deusa. Estes inconvenientes são ocasionados por demônios,
uma vez que as defesas da Deusa foram quebradas devido a
negligência dos devotos, e por isso Ela também
fica irada. Mariyamman relembra as pessoas que a ordem no
mundo pode ser quebrada a qualquer tempo, e a adoração
a Ela faz com que vejam como somos frágeis na realidade.
Quando os aldeãos estão aflitos, então é porque
a Deusa foi afligida pelos demônios. Os aldeãos
e a Deusa estão sofrendo a invasão junto, então é por
isso que sucede as epidemias. A Deusa sofre mais, mas não
pode contar tudo, então todos da aldeia devem ajudar.
Mariyamman é especialmente favorável na ocasião
dos sofrimentos ocasionados por doenças, auxiliando
os que estão sofrendo a carga dos ataques dos demônios.
O sangue oferecido aos animais que são comumente sacrificados
nos festivais de Mariyamman nem sempre é feito. Whitehead,
nos seu estudo clássico sobre sacrifícios Os
Deuses da Aldeia do Sul da Índia (1921), observou
que na aldeia de Vandipaliam, no distrito de Cuddalore, onde
há um festival anual de dez dias para Mariyamman,
não há sacrifícios de animais, ou mesmo
em qualquer outra ocasião em que é feita uma
celebração. Em Shiyali, no distrito de Tanjore,
durante os sacrifícios de animais para outros deuses
no festival (de todos os deuses do vilarejo), uma cortina é colocada
diante de Mariyamman.
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