Jay Sri Vallabhacharya
Sri Krishna Sharanam Mama!
Sumário
1. Introdução
2. Filosofia de Vallabhacharya
3.
Vishnu, o Supremo
1.
Introdução
Sri
Vallabhacharya era discípulo de Sri
Krishna Cheitanya, mas discordou dele por ter
um pensamento direcionado para Krishna
menino, e ficando muito próximo da filosofia do Acharya
original ou primeiro Acharya, Sri
Adi Shankaracharya, do que Cheitanya. Mas apesar
da filosofia de Cheitanya aparentemente propor um dualismo,
ela é monista, porque rompe com o Princípio
da Não-contradição clássico, trazendo
uma releiura do bheda-abheda, proposto por Bhaskara
Acharya, da igualdade e diferença diante de um mesmo
aspecto, no caso da alma ou Jiva e o Atman, são aspectos,
então, ao mesmo tempo, iguais e diferentes. A colocação
de Cheitanya se equipara à descrição
de que são tal coisas químicas, que se misturam
mas não se micigenam. Assim, na visão quase
ingênua do dualismo, Jiva e Brahman podem conviver ao
mesmo tempo, experimentando o Jiva o sentimento de amor por
Deus, bem como manter a disposição para servi-lO,
e permanecer consciente disto, numa situação
de subserviência eterna. Vallabhacyara não pode
admitir isso, porque para Ele o Jiva é um aspecto externo
de Brahman, com existência real, mas assim como todos
os rios desaguam no Oceano, e mesmo assim ele não aumenta,
o mesmo ocorre com o alma individual realizada, que se funde
no Brahman Supremo pela eternidade.
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2.
Filosofia de Vallabhacharya
A filosofia
de Sri Vallabhacharya é chamada de Suddha-Advaita,
ou monismo puro, porque ele não admite Maya
tal qual fazia Shankara,
e acredite que todo o mundo da matéria, e as almas são reais,
e são apenas uma forma sutil de Deus.
Aqueles que trazem Maya para explicação
do mundo não são Advaitas puros,
porque eles admitem um segundo Brahman.
Vallabha sustentava que o Brahman
pode criar o mundo sem qualquer conexão com semelhante princípio
como Maya, mas Shankara seguia a
visão de que o Universo, para o Brahman,
dá-se através do poder de Maya.
Por conseguinte, a filosofia de Vallabha
é chamada de monismo puro ou Suddhadvaita.
Também, Vallabha dizia que o universo inteiro
é real, e que Brahman é sutil. As
almas individuais (JIva) e o mundo (Prakriti) são, em essência,
unos com Brahman. Jiva, Kala (tempo), e Prakriti ou Maya, são existências
eternas, mas eles não possuem existência distinta de Brahman; são tal qual Brahman de forma qualificada.
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3.
Vishnu, o Supremo
A
religião de Vallabha é a religião direcionada para adoração de Vishnu na forma de Krishna. Ela deriva-se, principalmente,
como o sistema de Chaitanya, da
filosofia Vaishnava proposta inicialmente por Ramanuja
(mas que depois foi influenciado por Madhava). Ela
é a esfera central da concepção de um Deus personificado e
benevolente, ou Sat-Chita-Ananda.
O Senhor Krishna é o mais elevado Brahman.
Seu corpo consiste de Sat-chit-Ananda. Ele é chamado de Purushottama.
Os
seguidores de Vallabha adoram Bala-Krishna
(Krishna como um jovenzinho). Eles possuem Vatsalya-bhava
(a atitude da qual respeitam deus como uma criança). Vallabha
coloca grande ênfase no Pushti (graça)
e Bhakti (devoção). Maha-Pushti
é a mais elevada graça ou Anugraha,
a qual ajuda os aspirantes para alcançar a realização em Deus.