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PARSVANATHA
SRI SWAMI SIVANANDA
© Tradução
para o Português de
SWAMI KRISHNAPRIYANANDA SARASWATI
SOCIEDADE INTERNACIONAL GITA DO BRASIL
Av. Cel. Lucas de Oliveira, 2884
Porto Alegre, RS, Brasil
Web Edition - 1997 - 2005

Sri Parsvanatha
isolado das tentações mundanas (templo de Khajuhaho)
Parsvanatha
Parsva é respeitado como sendo uma encarnação
de Indra. Ele foi o filho do rei Visvasena de Kashi, um descendente
da família Ikshvaku, da rainha Bama Devi, filha do rei
Mahipala. Ele foi o vigésimo terceiro Tirthankara. Ele
nasceu no décimo sétimo dia da luz escura, no
mês de Pousha, no ano de 871 a.n.e.
Parvanatha iniciou a praticar as doze promessas de um chefe-de-família
quando ele tinha apenas oito anos de idade.
O Príncipe Parsva tinha dezesseis anos quando ocupou
o trono. Seu pai Visvasena disse: “Meu filho, com
o objetivo de dar continuidade da celebração da
nossa dinastia real, você deve casar-se agora.como era
desejo do Raja Nabhi, Rishbha tinha que casar”.
Parsvanatha ficou muito assustado quando ouviu estas palavras
de seu pai. Ele disse: “Meu tempo de vida não
será tão longo quanto o de Rishabha. Eu viverei
apenas uns poucos anos. Eu já vivi dezesseis anos em
brincadeiras infantis. Eu devo ser ordenado no meu trigésimo
ano. Devo eu ter uma vida de casado por tão pouco período
de tempo, na esperança de conseguir prazeres, os quais,
após tudo, são apenas imperfeitos, ilusórios
e passageiros?”
O coração de Parsvanatha estava repleto de espírito
de renúncia. Ele refletiu dentro de si mesmo:
“Por
longos, longos anos, eu desfrutei o status de Indra, e mesmo
assim o desejo por prazeres não diminuiu. O desfrute
dos prazeres apenas aumenta o desejo por prazeres, assim como
a adição de combustível aumenta a força
do fogo. Os prazeres na hora do desfrute são agradáveis,
mas suas conseqüências são certamente desastrosas”.
“A alma experimenta infindável sofrimento de
nascimentos, velhice, etc., por causa do seus apegos com os
objetos mundanos. Para satisfazer o desejo dos sentidos, as
pessoas vagueiam no reino da dor. Então, para ter gratificação
sensual, elas não respeitam as injunções
morais, cometendo vícios depravados. Elas matam as
entidades vivas, como os animais, para desfrutar dos prazeres
da língua. A luxúria é a raiz do roubo,
bem como do orgulho, adultério, e de todos os vícios
e crimes”.
“Como conseqüência destes atos pecaminosos,
a alma é forçada a migrar de nascimento em nascimento
no reino de animais inferiores, etc., e a ser atormentada
no inferno. Assim a luxúria por prazeres deve ser severamente
evitada. Assim eu passei a minha vida. Eu não vou mais
gastar tempo em propósitos vãos dos prazeres,
eu irei ser uma pessoa séria praticar a reta conduta”.
O Príncipe Parsva teve doze Anupreksha ou meditações.
Ele resolveu abandonar a vida mundana. Ele deixou seus pais
e a sua casa. Ele retirou-se para o interior da floresta. Ele
ficou absolutamente nu. Ele direcionou-se para o norte, e curvou-se
para a grande libertação. Ele tirou corajosamente
cinco tufos de cabelos da sua própria cabeça e
tornou-se um monge.
Parsva praticou jejum. Ele observou com extremo cuidado as vinte
e oito regras primárias, e noventa e quatro regras secundárias
da ordem dos monges. Ele estava sempre mergulhado em profunda
meditação. Ele alcancaou a onisciencia pura. Ela
alcancou a liberacao final na montanha Sammeda, a qual hoje
é conhecida como Montanha Parscanatha.
Parsvanatha pregou em Kashi, Kosi, Kosala, Panchala, Maharashtra,
Magadha, Avanti, Malava, Anga e Vanga. Muitos juntaram-se a
fé Jainista. Parsvanatha dispendeu setenta anos em pregação.
Mahavira
modificou e ampliou o que de fato havia sido ensinado por Parsvanatha.
Ele não pregou nada o qual era absolutamente novo.
Parsvanatha viveu por cem anos. Ele abandonou a sua casa quando
ele tinha a díade de 30 anos. Ele deixou a sua casa no
ano de 842 a.n.e., e atingiu o Nirvana em 772 a.n.e.
Glória a Parsvanatha, o vigésimo terceiro Tirthankara!
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