5.
Uma personalidade ímpar
É extremamente difícil encontrar um paralelo
desta maravilhosa personalidade, Mira: uma santa, uma filósofa,
uma poetiza e uma sábia. Ela foi um gênio versátil
e uma alma magnífica. Sua vida teve um encanto singular,
com extraordinária beleza e maravilha. Ela foi uma
princesa, mas abandonou os prazeres e as luxúrias incidentais
desta alta posição, e escolheu, em vez daquilo,
uma vida de pobreza, austeridades, Tyaga, Titiksha e Vairagya.
Apesar de ela ser uma delicada jovem moça, ela penetrou
na perigosa jornada do caminho espiritual no meio de várias
dificuldades. Ela se submeteu a várias experiências
com destemida coragem e intrepidez. Ela se manteve adamantina
na sua resolução. Ela possuía uma força-de-vontade
gigante. As músicas de Mira difundem fé, coragem,
devoção e amor por Deus nas mentes dos leitores;
inspirando os aspirantes a tomarem o caminho da devoção,
produzindo neles uma maravilhosa vibração e
derretendo os corações.
A vida terrena
de Mira foi cheia de aborrecimentos e dificuldades. Ela foi
perseguida, atormentada e, mesmo assim, ela manteve-se de
pé num espírito destemido, com a mente equilibrada
totalmente internalizada, por sua força de devoção
e pela graça do seu amado Krishna. Apesar de ela ser
uma princesa, ela pediu esmolas, e viveu algumas vezes apenas
de água. Ela levou uma vida de perfeita renúncia
e auto-rendição.
Mira tinha
Raganuga ou Ragatmika Bhakti. Ela jamais se importou com as
críticas das pessoas, e com as injunções
dos Shastras. Ela dançava nas ruas; ela não
fazia rituais de adoração. Ela possuía
amor espontâneo pelo Senhor Krishna. Ela não
praticava Sadhana-Bhakti; desde tenra infância ela derramava
amor por Krishna. Krishna foi seu marido, pai, mãe,
amigo, parente e Guru. Krishna foi seu Prananath. Mira tinha
terminado os modos preliminares de adoração
na sua vida anterior.
Mira era destemida
em sua natureza; era simples nos seus hábitos; sua
disposição era alegre; amável no seu
procedimento; e graciosa no seu comportamento, e muito elegante
na sua conduta. Ela estava imersa em si mesma no amor de Giridhar
Gopal. O nome de Giridhar Gopal estava sempre em seus lábios;
até mesmo dormindo ela tinha o seu ser e vivia em Krishna.
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