4.
Sua chegada em Vrindavana
Ela chegou em Vrindavana pedindo por comida, e por adoração
no templo de Govinda Mandir, o qual, desde então, tornou-se
famoso, e agora é um local de peregrinação.
Seus devotos de Chitore vieram a Vrindavana para ver Mira.
Rana Kumbha veio até Mira disfarçado de mendigo,
revelando-se a si mesmo, e arrependido por suas ofensas anteriores,
e ações cruéis. Mira imediatamente prostrou-se
diante do seu marido.
Jiva Goswami
era o mais importante dos Vaishnavas em Vrindavana. Mira procurou
ter um Darshan de Jiva Goswami. Ele negou-se a vê-la,
enviando um recado para Mira de que ele não permitia
nenhuma mulher na sua presença. Mira retorquiu: “Todos
em Vrindavana são mulheres. Apenas Giridhar Gopal é
Purusha. Hoje eu apenas vim ver se havia outro Purusha além
de Krishna em Vrindavana”. Jiva Goswami ficou envergonhado,
e viu que Mira era uma grande devota. Ele imediatamente foi
ver Mira e prestou seus devidos respeitos.
A fama de Mira
espalhou-se para todos os lugares. Deste modo, muitas princesas
e rainhas vinham ter com ela; assim, muitas Ranis, Kumaris
e Maharanis apareciam no palco deste mundo e desapareciam.
Como é que apenas a rainha de Chitore lembrava-se?
Por causa da sua beleza? Por causa da sua habilidade poética?
Não. Por causa da sua renúncia, e profunda devoção
ao Senhor Krishna, e realização em Deus. Ela
ficava face a face com Krishna. Ela conversava com o Senhor
Krishna; comia com Ele, seu Amado. Ela bebeu Krishna-prema-rasa.
Ela cantava do fundo do seu coração a música
de sua alma; a música do seu Amado, sua exclusiva experiência
espiritual. Ela cantava músicas de rendição
e Prema (amor puro por Deus). Mira tinha uma maravilhosa visão
cósmica; ela via Krishna nas árvores, nas pedras,
nas plantas trepadeiras, nas flores, nos pássaros e
em todos os seres – em tudo. Enquanto houver o nome
de Krishna haverá o nome de Mira também.