2.
O Casamento de Mira
O pai de Mira arranjou o casamento dela com Rana Kumbha de
Chitore, em Mewar. Mira foi uma esposa obediente; ela realizava
as ordens do seu esposo de forma irrestrita. Após realizar
as obrigações da casa ela ia até o templo
do Senhor Krishna, adorá-lO, cantando e dançando
diante da deidade. E pequena imagem, abraçava Mira,
tocava a Sua flauta e conversava com ela. A mãe do
marido de Mira, e outras senhoras da casa, não gostavam
do estilo de Mira, na medida em que elas eram mundanas e invejosas,
de modo que todas elas estavam perturbadas com ela. A sogra
de Mira forçou-a a adorar Durga, e chamava atenção
dela freqüentemente. Mas Mira sustentava de forma adamantina
dizendo: “Eu dei a minha vida para o meu querido
Senhor Krishna!”. A cunhada de Mira, Udabai, fez
uma conspiração, e iniciou a difamar a inocente
Mira. Ela disse a Rana Kumbha que Mira tinha um amor secreto,
e que ela, por seus próprios olhos, tinha testemunhado
Mira no templo com seu amante, e que ela mostraria para ele
a pessoa se ele a acompanhasse numa noite. Ela acrescentou
que Mira, por sua conduta, tinha maculado imensamente a reputação
da família de Rana de Chitore. Rana Kumbha, por isto,
ficou muito irado. Ele, imediatamente, correu com a espada
na mão para o interior dos aposentos de Mira. Felizmente,
Mira não estava lá. Um parente bondoso de Rana
apontou para ele e disse: “Olhe aqui, Rana! Não
seja apressado. Você irá se arrepender mais tarde.
Leve bem isso em consideração. O que você
escutou agora talvez seja apenas um rumor bobo. Por causa
de inveja absoluta, algumas mulheres estão fofocando
um história contra Mira, para destrui-la. Fique frio
agora”. Rana Kumbha acedeu ao sábio conselho
de seu parente. A irmã de Rana levou ele para o templo
no silêncio da noite. Rana Kumbha quebrou abrindo a
porta e entrou apressadamente, e encontrou Mira sozinha no
seu modo de êxtase falando com o ídolo.
Rana disse
para Mira: “Mira, com quem você está
falando agora? Mostre-me este seu amante!”. Mira
respondeu: “Ele está sentado aqui –
meu Senhor – o Nanichora quem roubou meu coração”;
e ela desmaiando em seguida. Houve uma fofoca de que Mira
tinha se misturado livremente com os Sadhus. Ela, sem dúvida,
tinha grande admiração pelos Sadhus e se associava
livremente com eles. Mira jamais deu bola para estes escândalos
insignificantes, mantendo-se serena.