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SIKHISMO ::
SATGURU
SIVAYA SUBRAMUNIYASWAMI
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Tradução e comentários de
SWAMI
KRISHNAPRIYANANDA SARASWATI
SOCIEDADE
INTERNACIONAL GITA DO BRASIL
SANATANA
DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA
Porto Alegre, RS
Direitos Reservados
1997-2006

Sri Guru Nanak
Sumário
1. Dados Classificatórios
2. Sinopse sobre Sikhismo
3. As metas do Sikhismo
4. Caminhos para a realização
5. Crenças dos Sikhis
1.
Dados classificatórios
Fundação:
O Sikhismo iniciou 500 anos atrás, no norte da Índia,
onde hoje é o Paquistão.
Fundador: Guru Nanak
Escrituras maiores: O Adi Granth, reverenciado
como o presente Guru da fé.
Adeptos: estima-se em nove milhões de
adeptos, especialmente na Índia, no estado do Punjab.
Seitas: além do Khalsa, há o
Ram Raiyas, emUttar Pradesh, e dois grupos que possuir Gurus
vivos, Mandharis e Nirankaris.
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2.
Sinopse sobre Sikhismo
Os
Muçulmanos iniciaram a invadir a Índia cerca de
1.200 anos atrás. Como resultado da luta entre os Islâmicos
com a religião Hindu e sua cultura, procurando liderar
uma reconciliação entre as duas fés, um
meio-caminho entre as duas. O Sikhismo (de Shikka, discípulo),
reúne o Bhakti Hindu com o misticismo Sufi, de forma
muito bem sucedida. O Sikhismo inicia como uma religião
pacífica, e que sofreu pacientemente muita perseguição
dos Muçulmanos, mas o décimo Guru, Govinda Singh,
desenvolveu uma forma de auto-preservação num
forte “militarismo”, mostrando o caminho da fé,
e o caminho da vida contra toda a oposição. O
Sikhismo dá grande importância a devoção,
intensa fé no Guru, a repetição dos nomes
de Deus (Nam), como um meio de salvação, opondo-se
a adoração ao ídolo, incentivando a irmandade
de todos os homens, e rejeitando as chamadas diferenças
de castas (apesar de certas atitudes naquele sentido persistirem
nos dias de hoje). Não havia tradição de
Guru até Guru Govinda Singh, cuja as últimas instruções
aos seguidores para honrar e respeitar os ensinamentos dos dez
Gurus, como sendo incorporações da escritura Adi
Granth.
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3.
As metas do Sikhismo
A meta do Sikhismo repousa em Moksha,
o qual é realizado na união com Deus, descrita
como amor como o Supremo amado, e resultando na auto-transcendência,
perda do egoísmo, bem-aventurança eterna ou Ananda.
O Sikh está imerso em Deus, assimilado, identificado
com Ele. A união com Deus é a concretização
da individualidade, na qual as pessoas, livres de todas as limitações,
tornam-se co-abrangentes, e co-operantes e co-presente com Deus.
No Sikhismo, Moksha significa realização dentro
do amor de Deus. O home não é Deus, mas está
representado na unidade, na mística consciência,
com Ele. Deus é um Senhor Pessoa, e o Criador.
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4.
Caminho da realização
Para
levar o homem a sua meta ou Moksha, os seguidores do Sikhismo
realizam Japa e cânticos de hinos devocionais. Através
do canto dos Santos Nomes do Senhor, Sat Nam, a alma limpa-se
das suas impurezas. O ego e dominado, e o vaguear da mente é
acalmado. Esta atitude conduz ao silêncio da superconsciência.
Deste estágio, entra-se na luz divina, e assim alcança-se
o estado de bem-aventurança divina. Uma vez que esta
meta elevada é alcançada, o devoto deve dedicar
a sua consciência para o bem dos outros. A elevada meta
pode ser realizada apenas pela graça de Deus, e isto
é obtido exclusivamente por seguir o Satguru (nos dias
de hoje, um santo ou Sant, uma vez que não há
Gurus vivendo, pelos ditos de Govinda Singh, o décimo
e último dos Gurus Sikhis), e pela repetição
dos Santos Nomes do Senhor, guiador pelo Adi Granth, a escritura
e base repositória da autoridade espiritual. Para os
Sikhs, não há uma imagem para ser adorada, ou
símbolo para a Divindade, mas muitos deles freqüentam
vários templos Hindus e Muçulmanos, porque não
são pessoas sectárias.
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5.
Crenças dos Sikhs
1. Eu creio em Deus como o Uno Sobenaro, o onipotente, imortal
e Criador pessoal, um Ser além do tempo, que é
chamado de Sat Nam, e Seu nome é Verdade.
2. Eu creio que o homem cultiva a espiritualidade pelo vivenciar
da veracidade; servindo abnegadamente, e pela repetição
do Santo Nome e das orações de Guru Nanak, Japaji.
3. Eu creio que a salvação repousa no entendimento
da Verdade divina, e que o caminho seguro esta na fé,
no amor, na pureza e na devoção a Deus.
4. Eu creio o que está escrito, na autoridade ética
do Adi Granth, como sendo uma desvelação de Deus.
5. Eu creio que para conhecer Deus é essencial o Guru
como guia que, em si mesmo absorvido em amor ao verdadeiro,
está apto para despertar a alma na verdade da sua própria
natureza divina.
6. Eu creio na linhagem dos dez Gurus: Guru Nanak, Guru Angad,
Guru Ram Das, Guru Arjun, Guru Har Govinda, Guru Har Raí,
Guru Har Krishnam, Guru Tegh Bahadur, e Guru Govinda Singh,
todos eles são meus mestres.
7. Eu creio que o mundo é Maya, uma vã e transitória
ilusão; apenas Deus é verdade, quando todos morrem.
8. Eu creio no adotar do último nome “singh”,
significando “leão”, e “coragem”,
e nos cinco símbolos: 1) roupas brancas (pureza), 2)
espada (bravura), 3) bracelete de ferro (moralidade), barba
e cabelos sem corte (renúncia), e pente (limpeza).
9. Eu creio no caminho natural e sustento oposição
ao jejum, peregrinação, castas, idolatria, celibato
e asceticismo.
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