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BUDISMO ::
SATGURU SIVAYA SUBRAMUNIYASWAMI
SOCIEDADE INTERNACIONAL GITA DO BRASIL
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Tradução e comentários de
SWAMI KRISHNAPRIYANANDA SARASWATI
©
Direitos Autorais reservados
Av. Cel. Lucas de Oliveira, 2884
90460-000 - Porto Alegre, RS - Brasil
2005

Sumário
1. Dados Classificatórios
2. Sinopse sobre Budismo
3. As metas do Budismo
4. Caminhos para a realização
5. Crenças dos Budistas
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1.
Dados de classificação
Fundação:
O Budismo iniciou certa de 2.500 anos atrás, na Índia.
Fundador: atribuído a Siddharta Gautama,
chamado o Buddha (O iluminado);
Escrituras mais importantes: todas escritas
por Seus seguidores: Tripitaka, Anguttara-Nikaya, Dhammapada,
Sutta-Nipata, Samyutta-Nikaya, etc.
Adeptos: cerca de 300 milhões.
Seitas: O Budismo de hoje está dividido
em muitas seitas, entre elas: Theravada, ou Hinayana (Sri Lanka,
Tailândia, Burma, Camboja); Mahayana (China, Japão,
Vietnã, Coréia), e Vajrayana (Tibet, Mongólia
e Japão).
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2.
Sinopse sobre o Budismo
De modo amplo, todos os ramos
do Budismo aceitam que a meta da vida é o Nirvana. Perto
do fim da Sua existência terrena, Buddha ditou as quatro
nobres verdades, Chatvari Arya Satyani, a saber:
1. A
verdade do Sofrimento (Duhkha): o sofrimento é um fato
central na vida. Nascer é dor; crescer e envelhecer é
dor; doença é dor, morte é dor. A união
com o que nós não gostamos é dor; separação
do que nós queremos, é dor; não obtenção
de um desejo, é dor.
2. A
verdade da origem do sofrimento (Samudaya): a causa do sofrimento
é o desejo (Icchha), Taha ou Trishna, principalmente
pelos prazeres sexuais; para a existência e experimentação
do desfrute das coisas mundanas, posses e poder. Estes desejos
atam uma pessoa na roda do nascimento ou Samsara.
3. O
verdade da cessação do sofrimento (Nirodha): o
sofrimento pode chegar ao fim apenas diante da completa cessação
dos desejos; abandonando-os, abrindo mãos deles, e desapegando-se
pessoalmente de todos os desejos.
4. A
verdade do caminho para terminar com o sofrimento (Marga): os
méis de encerrar o sofrimento é o nobre caminho
de oito partes (Arya Ashtanga Marga), a saber: reta crença;
reto pensamento; reto falar; reto agir; reto se sustentar (profissionalmente);
reto esforço; reta atenção e reta meditação.
Entenda-se a expressão reta como correto , de acordo
com o Dharma.
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3. Metas
do Budismo
Como dissemos,
a meta primário do Budismo é o Nirvana, definido
pelos Budistas como o fim da mudança ; a expressão
em sânscrito, literalmente, significa apagar , assim como
alguém sopra uma vela. A tradição Theravada
descreve como sendo uma paz indescritível e tranqüila
. O Mahayana e a tradição Vajrayana vêm-no
como nem existência, nem não-existência ;
esvaziamento e essência imutável de Buddha , e
realidade última . Nirvana é sinônimo de
liberação das amarras do desejo, ego, sofrimento,
e nascimento. Buddha jamais definiu nirvana , exceto disso:
Existe um não-nascido; não-originado; um não-feito,
um não-composto , e ele descansa além das experiências
dos sentidos. Nirvana não é um estado de aniquilação,
mas de paz e realidade. Como no Jainismo, o Budismo não
possui um Criador, e assim, não há união
com Ele.
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4.
Caminho para a realização
O Budismo conduz seus seguidores
através de estágios progressivos de Dhyana, Samapatti
e Samadhi. Dhyana é a meditação, a qual
conduz a uma puruficação moral e intlectual, e
para o desapego, o qual conduz para a consciência pura.
O Samapatti, que sucede de Dhyana, é alcançado
através da progressiva nulificação da psique;
da atividade mental e emocional, para um estágio que
é a perfeita solidão, sem percepção
e não-percepção. Isso, mais adiante, leva
ao Samadhi, estado de super-consciência, e, finalmente,
a entrada dentro no Nirvana inefável. Muitos Budistas
entendem que a meta última é estar num paraíso
de bem-aventurança, onde cada um pode desfrutar como
um Bodhisattvas. O Mahayana coloca menos valor no monasticismo
do que o Theravada, e difere em crê que alguém
pode contar com a ajuda ativa de outros seres realizados para
a salvação. O Vajrayana, também chamado
de Tântrico ou Budismo Mantrayana, dá ênfase
para os rituais tântricos, e prática do Yoga, sob
a orientação de um Guru. Há distinções,
também, com o que diz respeito a natureza sobre-natural
de outras escolas budistas.
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5.
Crenças dos Budistas
1. Eu creio que o Supremo é inteiramente
transcendente, e que pode ser descrito como Sunya, um vazio
ou estado de não-ser.
2. Eu
creio nas quatro nobre verdades: 1. o sofrimento é universal;
2. o desejo é a causa do sofrimento; 3. o sofrimento
pode teminar pela anulação dos desejos; 4. que
para terminar com os desejos deve-se seguir o caminho das oito
dobras.
3. Eu
creio no caminho das oito dobras, ou reto querer, reto acreditar,
reto falar, reto agir, reto ocupar-me, reto comportar-me, reta
atenção é reta meditação.
4. Eu
creio que a meta da vida é terminar com o sofrimento,
através da aniquilação da existência
individual, e na absoção do Nirvana, o Real.
5. Eu
creio no caminho do meio: viver moderadamente, evitar os extremos
de luxo e asceticismo.
6. Eu
creio na grandeza do amor do ser, e na compaixão direcionada
para todas as criaturas que vivem; para eles é o mérito
que é dado todo o excedente.
7. Eu
creio na santidade de Buddha, e nas sagradas escrituras do Budismo:
o Tripitaka (Três Cestas de Sabedoria); e ou o Mahayana
Sutras.
8. Eu
creio que a verdadeira natureza do homem é divina e eterna,
apesar de sua individualidade estar sujeita a mudanças
que afetem todas as foras, e é, portanto, transitório,
dissolvendo-se na liberação do Nirvana.
9. Eu creio no Dharma (caminho), no
Karma (causa e efeito), na reincarnação, no
Sanga (irmandade dos seguidores), e a passagem por sobre a
Terra como sendo uma oportunidade de encerrar o ciclo de nascimentos
e mortes ou Samsara
Om Tat Sat
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