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RELIGIÕES AFRO-BRASILIANAS ::
SÉRGIO
PAULO ADOLFO
SOCIEDADE
INTERNACIONAL GITA DO BRASIL
SANATANA
DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA
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supervisão e comentários de
SWAMI KRISHNAPRIYANANDA SARASWATI
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Autorais reservados
Porto Alegre, RS - Brasil
1997-2006
 Sumário
1. Introdução
2. Cultos diversos
3. Sincretirmos e adaptações
nacionais
4. Manifestações de origem
Jeje-nagô
4.1. Candomblé Ketu-nagô
4.2. Xangô de Pernambuco
4.3. Batuque Gaúcho
4.4. Casa das Minas do Maranhão
5. Manifestações de origem
Banto
5.1. Canbomblé de Angola
5.2. Umbanda
5.3 Quimbanda
5.4 O cabloco na Umbanda e no Candomblé de
Angola
6. Cadinho étnico
7. Culto aos antepassados
8. Caboclo e Umbanda
9. Cantos e evocação
10. Referências Bibliográficas
1.
Introdução
O êxodo
forçado dos africanos
pelos europeus, a partir do século XV, em direção à América,
provocou profundas mudanças culturais e raciais no continente
americano. Durante os séculos de escravidão,
a contribuição dos africanos foi marcante e determinante
para definir a feição dos povos deste continente.
Detentores de uma cultura milenar, os africanos souberam preservar
e amalgamar sua cultura com as culturas locais e com a cultura
do dominador europeu, criando um fenômeno cultural sui
gêneris, de face mestiça. Dentre essas contribuições,
temos a considerar a contribuição religiosa,
que no caso brasileiro, tanto os bantos, africanos do centro-sul
africano, quanto os sudaneses, sobretudo os de origem Iorubá,
criaram em nosso país, vertentes religiosas que hoje
convivem, enfrentam e afrontam de maneira vigorosa, a religião
oficial do estado, o catolicismo, assim como algumas outras
variantes cristãs. O candomblé, a Umbanda, a Casa das Minas, o Batuque e as demais religiões
afro-brasileiras são parte dessa contribuição, pois todas
essas modalidades religiosas foram formadas a partir de vários credos
africanos em contato com a religião do português conquistador e
as religiões dos povos ameríndios.
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