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SRI
KRISHNA
Lilas
- Histórias ou Passatempos do Senhor Krishna
O RAMAYANA EM QUADRINHOS
©
Tradução, adaptação,
comentários e textos de
SWAMI
KRISHNAPRIYANANDA SARASWATI
SOCIEDADE INTERNACIONAL
GITA DO BRASIL
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA
1997 - 2005
(veja detalhes dos Direitos
Autorais destes textos e imagens)

Sri Rama, Lakshmana, Sita
e Hanuman
São
raras as pessoas no Ocidente que conhecem a história
do Ramayana. Ainda mais raras são aquelas que têm
nesta obra magnífica um relato fidedigno da saga humana
por sobre a Terra, e a forma como a Suprema Personalidade
de Deus, Sri Krishna,
em Sua inumeráveis formas (tal como Rama), vêm
ao mundo para salvá-lo da tirania dos injustos e demônios.
Os aspectos místicos, mesmo míticos, em que
o Ramayana é contado (exemplo como é contado
o Mahabharata), são prováveis motivos para que
os ocidentais considerá-lo mera fantasia. Compreendemos
que a mente ocidental está, acostumada a especulação
seca, e a defender o mundo como sendo apenas para o desfrute
material (até mesmo para o deleite de uma filosofia),
e assim chama e considera o Ramayana como "mitologia
Hindu". Por sua vez, o materialismo especulativo do Ocidente,
e mesmo a sua mística, é um notável acumulado
de mitologia grega e de ingenuidade católica medieval.
As crenças nas afirmações herdadas de
uma simpática tentativa de explicar o mundo, segundo
a ética cristã do medievo, fez do filósofo
moderno um escravo das idéias. Assim, fica difícil
compreender a moral, a ética, a estética, e
noética, a lógica, e os outros componentes que
formam a Filosofia no seu conjunto; portanto, é necessário
uma revisão nos paradigmas, quem sabe, será
necessária uma nova "revolução copernicana",
com o que diz respeito ao pensamento Ocidental e os seus critérios
de validade. Todos aqueles aspectos, componentes do ideal
filosófico, sem nenhuma exceção, estão
presentes no Ramayana. Provavelmente os poucos ocidentais
que leram e se deleitaram com a epopéia indiana foram
presenteados com as inspirações para suas histórias
de cunho moral, bem como das inumeráveis fábulas
que encantam as pessoas, e não sabem o porquê.
É
sabido que as histórias que vêm até o
nosso consciente, bem como o conjunto de crenças, têm
sua origem na infância. Isso quer dizer que nosso aporte
moral está firmado por sobre a forma como fomos educados.
São sábias as afirmações dos Upanishads,
onde podemos encontrar aforismas como, "Ninguém
ama àguilo que não conhece!". Sendo assim,
desde pequenos aprendemos a amar e a respeitar àquilo
que nos contam como verdades. A mitologia está presente
na vida diária das pessoas. No Ocidente há tantas
crenças como a do Papai-Noel, Coelhinho-da-Páscoa,
etc. , que não fica difícil de entender que
o imaginário e o fantasioso faz parte da vida das pessoas.
Os ensinamentos védicos dizem que há, pelo menos,
cinco tipo de "humanos", sendo que cada um dos membros
destes grupos, privilegia algum dos sentidos, ou alguma qualidade
dos sentidos, porque são escravos dos mesmos. A proposta
dos textos védicos, isso quer dizer que até
mesmo as obras como o Ramayana, o Mahabharata, e o Bhagavad-gita,
não tem outra função do que tornar os
humanos divinos. O forte conteúdo moral dos textos
védicos derruba a tese maldosa de que no Hinduísmo
não existe moral. Contudo, no Hinduísmo não
somente existe moral como moralidade, e, ainda mais, o suporte
universal para a eticidade, ou Ética no seu sentido
pleno.
Swami
Sivananda comenta que, "O Ramayana de Valmiki, provavelmente,
é o mais antigo e glorioso épico no mundo. Ele
é conhecido como o Adikavyam, ou seja, o primeiro poema.
O Ramayana exercita um grande poder de modelagem sobre a vida
das pessoas. Ele contém lições objetivas
para maridos e esposas, pais e filhos, irmãos e irmãs,
amigos e inimigos" (veja
mais sobre este artigo). Porque, de fato, será
difícil uma pessoa levar uma vida contrária
a ética se levar a sério este épico.
Portanto, trata-se de uma obra para todas as pessoas, de todas
as religiões, independente da sua situação
social, credo, etc. Além do mais, esta maravilhosa
epópeía humana deixa bem evidente a necessidade
de tratar aos nossos animais como irmãos, e não
como sendo inferiores ou apenas estando subordinados a nós
de modo pejorativo e negativo, para a simples satisfação
das línguas (ao comê-los).. Sri Hanuman, o comandante
do exército dos macacos que enfrentou Ravana, é
um exemplo de fidelidade, de prestação de serviço
ou Seva de modo abnegado, a ponto de colocar a Sua vida a
disposição do Senhor Supremo. Temos a certeza
de que o leitor irá crescer espiritualmente depois
da leitura desta versão em quadrinhos do Ramayana.
Querendo, o leitor poderá ler um pequeno resumo desta
história na gravuras de Srimati Madhava Priya Devi
Dasi, e então complementar com a leitura desta história
na forma de quadrinhos.
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