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A ERA DOS PASHANDIS
SRI
SWAMI KRSNAPRIYANANDA SARASWATI
SOCIEDADE INTERNACIONAL GITA DO BRASIL
SANATANA DHARMA
GITA ASHRAMA
90460-000 - Porto Alegre, RS
1997-2006
“Embora
o corpo de um individuo agora talvez seja chamado de “rei”,
no final o seu nome será “vermes”, “excremento”,
ou “cinzas”. Que pode alguém que
fere outros seres vivos em benefício próprio,
saber sobre seu interesse supremo, já que suas
atividades apenas o estão levando para o inferno?”
Srimad
Bhagavatam 12.2.41
Sumário
1. O que e como são os Pashandas?
3. As Escrituras previnem
destes patifes
2.
Pashandis são patifes; lobos em peles de cordeiro
1.
O que e como são os Pashandas?
De acordo com a tradição dos Vedas, e dos
Seus textos e comentários como os Puranas, a atual
era que vivemos é chamada de Kali-yuga ou a era
da hipocrisia, trevas e ignorância. “Pashanda”
é uma palavra de origem Pahli, que está
no Sânscrito, e significa: “herético”,
“ímpio”, “hipócrita”,
“impostor”. A Kali-yuga é a era dos
Pashandis ou Kali-chelas, seguidores da patifaria de enganar
os outros em proveito próprio. Pashandi é,
também, qualquer um que assume falsamente as características
externas do Sanatana Dharma, assim intitulando-se Hindu,
Jainista, Budista, etc., ou que inventa uma falsa doutrina,
no mais das vezes nascida da sua mentalidade fértil
e doentia, agindo como se fosse uma autoridade sem tê-la.
O que vemos é que eles não têm devoção
ao Supremo, e nem mesmo conhecem o que vem a ser Bhagavam,
Krishna ou Brahman. Trata-se de seguidores heréticos;
cultuadores de uma falsa doutrina que eles mesmos inventam;
sem autoridade nos Vedas e nas Escrituras. Há tão
somente solipsismo e idiossincrasia no que dizem e pregam.
Neles não haverá há rendição
a um Guru fidedigno, segundo uma Sampradaya legítima.
Quando encontram algum, este seguirá uma falsa
Sampradaya, porque eles são adeptos da farsa do
enganar e continuar enganando. Alguns dizem: “Não
é preciso Guru, todos são Gurus! O Guru
está dentro de você!” Mas na realidade
eles querem ser Gurus e ser adorados como tais. Eles buscam
alguma coisa segundo a natureza egoísta pessoal.
São incapazes de prestar serviço abnegado,
e jamais se rendem ao Guru fidedigno e a Sua missão
verdadeiramente; nem mesmo possuem qualquer respeito aos
mestres, nem aos Sadhus e Rishis. Querem que tudo siga
conforme suas mentes doentias e demoníacas. Fazem
tudo como meros atores e representantes. Criam verdadeiros
palcos com imagens, incensos, músicas, malabarismos,
prestidigitação, trejeitos, gestos, mimese;
fazem alguns truques, etc., mas, tudo não passa
de um teatro para arrecadar dinheiro dos tolos iludidos.
Eles enganam as pessoas facilmente, porque são
artistas no mau exemplo. Estas pessoas usam de algum símbolo
ou simbologia que está dentro do Sanatana Dharma;
misturam as coisas pessoais com as superstições
locais, alguns aspectos religiosos seculares, desta ou
daquela religião, ou mesmo do que chamam de “Yoga”,
ou ainda de uma seita dentro do contexto cultural da Índia,
e algumas inclusive com cunho político ideológico
como o comunismo; outros usam roupas suntuosas, e termos
sofisticados; fundam centros luxuosos, e se auto-intitulam
usando nomes pomposos, que eles mesmos acham em algum
livro, ou então que sai da sua mente fértil
e doentia, chamando a isso de “meditação”.
Outros, dizem tratarem-se pessoalmente da reencarnação
de algum rei ou divindade. Nenhum deles quer ter sido
uma lavadeira ou um guia de elefantes. Suas mãos
e unhas são tratadas como bibelôs. São
verdadeiros desfrutadores de um modo muito sofisticado
de desfrute, segundo suas mentes demoníacas. De
certo modo, para eles tudo tem em vista uma vagina ou
um pênis como recompensa.
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