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Como Reconhecer um Falso Yogi :..
SRI
SWAMI KRSNAPRIYANANDA SARASWATI
SOCIEDADE INTERNACIONAL GITA DO BRASIL
SANATANA DHARMA
GITA ASHRAMA
90460-000 - Porto Alegre, RS
1997-20067
Como reconhecer um falso Yogi?
Simplesmente
observando o fato de alguém estar
utilizando qualquer que seja a coisa, em nome do Yoga,
para a gratificação dos sentidos. Yoga
não é, em nenhum caso, uma forma de desfrutar
ou de competir. A palavra “yoga”, no Ocidente,
está tão corrompida que quando alguém
sincero a ouve sente-se desconfortável. Há de
tudo; cada um quer inventar alguma coisa a sua maneira.
No Yoga não é possível
o liberalismo, distanciado-se das instruções do Guru
e das Suas orientações impressindíveis.
O fracasso será inevitável para
aquele que não segue as instruções
dos Sastras, e se acha liberal no caminho do Yoga. Os
abusadores, desgraçadamente
são pegos nas teias de Maya e ficam no ciclo do
Samsara.
De
igual forma, quando alguém fala “yoga” e
fala tão somente em exercícios físicos
ou ginástica não se trata de um Yogi,
mas apenas de um Bhogeswara, um tolo desfrutador dos
sentidos, e enganador dos outros, tendo em vista apenas
um meio de vida. Krsna nos instrui no Bhagavad-gita
para que sejamos Yogis, simplesmente realizando tudo
como uma oferenda para Ele. Também, no Swestasvatara
Upanisad, 5.11, está a advertêcnia de que: “Através
do desejo, contato, apego e illusão, o Jiva
assume sucessivamente vários corpos, em vários
lugares, de acordo com seus feitos ou Karma, do mesmo
modo como um corpo passa de um estágio a outro
durante a vida, quando nutrido por comida e bebida”.
No Bhagavad-gita, Sri Krsna fala para Arjuna que, “Quem
se dedica na prática do yoga, na purificação
e no autocontrole do Ser, estando além dos sentidos,
sendo compassivo com todas as entidades vivas, ainda
que ocupado no Karma ou ação, nunca se
enreda”5.8, e, “Quem, sem se apegar, entregar
suas atividades ao Brahman, sua ação não
será afetada por falhas (reações),
assim como a água do lago não toca numa
flor de lótus”. 5.10.
Uma pessoa deverá renunciar as atividades, fazendo-as
como uma oferenda para o Supremo. “Quem renuncia
mentalmente todas as atividades permanece feliz; controlando
a “cidade de nove portões”, com certeza,
nunca age causando reação”,(5;13).
Logo, quem quer que faça alguma coisa, e a chame
de Yoga, sem ser um renunciado; sem ter deixado a busca
pela gratificação dos sentidos, será apenas
um embusteiro, um tolo e enganador dos outros.
De fato, não se pode ser um Yogi sem renunciar
os frutos da ação.
Hari Om Tat Sat
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