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PELA LIBERDADE DO YOGA
SRI
SWAMI KRISHNAPRIYANANDA SARASWATI
SOCIEDADE
INTERNACIONAL GITA DO BRASIL
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA
Porto
Alegre, RS - Brasil
1997-2006

::
Pela Liberdade do Yoga ::
Swami Krishnapriyananda
A
SANATANA DHARMA BRASIL, declara para
os devidos fins que é partidária do Yoga
Livre, por entender que se trata, fundamentalmente,
de uma atividade sacerdotal, de cunho filosófico religioso,
estando ligada ao Parampara da Suprema Personalidade de Deus,
portanto, trata-se de um sistema filosófico religioso-prático
de atingir-se a liberação do ciclo de nascimentos
e mortes, característico do mundo material, chamado de
Samsara.
Nossa
posição é de livre manifestação
religiosa do Yoga, e que quaisquer atividades corpóreas
ou de malabarismos circenses não nos dizem respeito,
e devem ser devidamente orientados pelos órgãos
competentes.
Swami
Sivananda Maharaj diz textualmente:
“A
palavra Yoga vem da raiz sânscrita “Yuj”,
a qual significa juntar; unir. No seu sentido espiritual, trata-se
de um processo pelo qual realiza-se a identidade do Jivatma
e Paramatma, pelos Yogins. A alma humana é levada
para dentro da comunhão consciente com Deus.
Yoga é o refreamento da modificações mentais;
é a inibição das funções
da mente, o qual conduz a realização do espírito
na sua verdadeira natureza. Yoga é a inibição
da mente pelo Abhyasa e pelo Vairagya” (Yoga Sutras de
Patañjali)
Yoga
é a ciência que ensina o método de união
do espírito humano com Deus. Yoga é a
ciência divina a qual livra o Jiva (alma individual) do
mundo fenomênico dos objetos dos sentidos, se une com
o Ananta Ananda (bem-aventurança Divina), Parama Shanti
(Paz Suprema), felicidade do caráter de um Akanda, e
os poderes que são atributos inerentes do Absoluto. Yoga
dá Mukti através do Asamprajnata Samadhi, pela
destruição de todos os Sankalpas de todas as funções
mentais antecedentes. Não é possível o
Samadhi sem o despertar de Kundalini. Quando o Yogi alcança
o elevado estágio, todos os seus Karmas são queimados
e ele alcança a liberação do Samsara-Chakra
(roda de nascimentos e mortes)”.
Há
uma longa tradição da prática do Yoga no
mundo, bem como no Brasil, onde os praticantes sérios
respeitam profundamente o Sagrado Sanatana Dharma, fundamento
Védico do qual o Yoga faz parte como Darshana ou visão.
Por conseguinte, Ele açambarca tudo o que diz respeito
as quatro pilares védicos da civilização
humana como Artha: regulação
econômica; Kama: artes, dança,
música, pintura, etc.; Dharma: direito,
justiça, religião, e Moksha:
liberação; e os fundamentos essenciais como Ahimsa,
Karma, Reencarnação,
entendendo que Ahimsa significa resistência pacífica
à ordens e leis que ofendem o livre exercício
religioso e soberado; Karma, livre ação
ou trabalho, e crença no retorno da alma a um corpo de
qualquer entidade viva que a pessoa escolher na hora da sua
morte, até que atinja a liberação definitiva.
Para nós, a alma é eterna, sempre-existente, não
pode ser queimada pelo fogo, seca pelo vento, nem pode ser morta
ou destruída de qualquer maneira. Nenhuma lei ou regra
mundana e humana pode regulá-la, e somente o Brahman
Supremo tem o controle sobre todas as coisas.
Entre
tantas traduções possíveis a palavra "yoga"
significa "união", no sentido literal de "religião",
ou "união com o Supremo". Portanto, Yoga quer
dizer união com a Suprema Personalidade de Deus no sagrado
Samadhi, que quer dizer "uno com o Supremo".
Defendemos
a livre prática religiosa do Yoga, e que cada um seja
responsável por negligência, imprudência
ou imperícia, segundo a Lei do Código Civil em
vigor, bem como a Constituição, e outras leis
e códigos que regem a atividade profissional e prestação
de serviços já existentes no país, caso
realize alguma atividade sem possuir qualificação
devida. Sendo, por isso, perfeitamente dispensável a
criação de uma profissão de "sacerdote
do Yoga", por contrariar profundamente a liberdade de escolha
de trabalho e profissão, além de de afrontar a
livre escolha religiosa.
Isso
não é YOGA!
Swami
Chidananda nos diz com toda a clareza:
"O
Yoga não se trata de nenhum rito peculiar ou cerimônia
estranha; nem mesmo se trata de hedonismo, paganismo, ou quiromancia.
O Yoga não é profetização, astrologia,
leitura de pensamentos, nem o exorcismo de espíritos
demoníacos ou “possessões”; nada daquilo
é Yoga. Se as pessoas chamam-se a si mesmas de Yogis,
e explicam os seus “Yogas” pelo exibicionismo de
qualquer daqueles feitos pouco comuns, elas estão usando
de maneira imprópria o termo Yoga. O Yoga, também,
não é auto-hipnotismo ou auto-hipnose. Ele não
é o realizar encantamentos ou o fazer de gestos monótonos.
O Yoga, também, não é como o resultado
das experiências obtidas por tomar ácido lisérgico,
mescalina, peyote (produto de origem Mexicana) ou cogumelos.
Estas experiências não são Yoga; nem elas
são produtos do Yoga".
Yoga
não é competição, portanto, dispensa
juizado e juizes para julgar isso ou aquilo. Yoga não
é exercício-físico, porque têm em
vista o aprimoramento do espírito; os exercícios
físicos são formas de organizar a mente, a fim
de que possa atingir o Samadhi, ou união substancial
com o Supremo Brahman. Yoga não é malabarismos
e atitudes circenses; isso quer dizer que entrar numa caixa,
jogar-se dentro da água, "plantar bananeira"
com a cabeça dentro da areia, fazer piruetas e malabarismos
entre uma ou mais pessoas, não se trata de Yoga, mas
de exibicionismos, que têm por objetivo unicamente atrair
pagantes, e tratar-se de um meio de vida enganador dos menos
avisados.
Por
isso conclamamos a todos os praticantes sinceros, verdadeiros
Yogis, a unirem-se ao Movimento do Yoga Livre, porque não
queremos e tampouco iremos aceitar quaisquer impedimentos na
livre manifestação da nossa fé.
Hari
Om Tat Sat
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