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.: Mandukya Upanishad :.
SWAMI
KRISHNAPRIYANANDA SARASWATI
SOCIEDADE
INTERNACIONAL GITA DO BRASIL
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA
© Direitos Autorais reservados
Porto Alegre, RS - Brasil
1997-2006
OM! Ó semideuses, que nossos ouvidos ouçam
o que é mais auspicioso. Que nós, entusiasmados
em adoração, possamos ver tudo o que é auspicioso.
Que nós, cantando suas glórias, tenhamos uma
vida de boa saúde até a velhice.
Toda a Paz! Que Indra, o Senhor glorificado pelos nossos
ancestrais, e Pushna, nos dê todo o conhecimento.
Toda a Paz! Que Tarkshya, o protetor dos danos, e
Bhrihaspati, o Criador do Mundo, e Senhor de nossas orações,
confira-nos prosperidade.
Om Shanti Shanti Shanti
O
Mandukya-Upanishad encerra
em Si o néctar das instruções sobre
o Brahman. O fato de aqui se enfatizar que Brahman é o
OM, nomeado pela letra “omkara”, é de
grande relevância, porque afasta de modo definitivo
quaisquer idéias de impersonalismo do Supremo Brahman.
Este Upanishad é composto de apenas
12 Slokas ou versos, mas Ele possui uma grande complexidade
nas Suas instruções. Uma pessoa iniciante na
ciência do Yoga e do Vedanta poderá ter
dificuldades de entender o significado profundo destas instruções,
por isso recomenda-se a leitura dos textos referidos nos
comentários dos Slokas, bem como, na medida
do possível, deverá o leitor instruir-se diretamente
com um Guru ou mestre espiritual realizado nestes ensinamentos.
Qual
a dificuldade de entender que Brahman é Krishna? Brahman
é tanto Saguna como Nirguna, com ou sem qualidades. De um
se chega no outro. Um e outro são unos e mesmos. Os níveis
de compreensão da mente condicionada ao corpo, identificada
com ele, é que limita a compreensão do Brahman. Quando mais
jovem, maior a identificação com o corpo. Maior é o reforço
sobre isso. Mas a vida vai aos poucos mostrando a sua finitude,
e o corpo decai, bem como os órgãos dos sentidos. Há uma
lenta e gradual perda da identidade corpórea. Mas toda a
alma corporificada é idêntica. Una e mesma que o Brahman.
Os estados de vigília, sono com sonhos e sono profundo,
são etapas de uma mesma e única alma,do mais condicionado
- vigília -, para o menos condicionada, Turya.
Então,
quando Sri Krishna diz para Arjuna: "Eu sou o pai deste universo;
a ma~e, o avô, e o conservador; o que deve ser conhecido;
o que purifica; e a sílaba OM; o Rig, o Sama e o Yajur Vedas"
(Bgita 9.17), fica claro e evidente que não há nenhuma dúvida
sobre a personificaçao de Brahman. Quando Sri Krishna abandonou
o corpo neste mundo material, ao ser atingido por uma flecha
na sola do Seu pé, Ele nos mostra que o que é eterno não
é o corpo, mas a alma. Ele nos deu o grande exemplo de que
Saguna é sempre temporário, transitório, e o que permanece
é Nirguna, porque está além das qualidades materiais do condicionamento
da Prakriti. Será difícil realizar isso?
Hari
Om Tat Sat.
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