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ESCRITURAS
HINDUS
SWAMI
KRISHNAPRIYANANDA SARASWATI
SOCIEDADE
INTERNACIONAL GITA DO BRASIL
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA
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Porto Alegre, RS - Brasil
1997-2006
Sumário
1. Introdução
2. Escolas de pensamento
3.
Corpo doutrinário
4. Divisões das Escrituras
5. Shruti
6. Upanishads e os Mahavakyas
7. Smriti
8. Purana
9. Ágamas
10. Os textos fundamentais
do Hinduísmo e as escolas
9. Ágamas
Os Agamas podem ser considerados uma
classe de escritos populares. Entretanto, o uso deste termo
refere-se
mais à forma como lidam os devotos com os cultos num
aspectos singular ou particular. No Hinduísmo, podemos
destacar três grandes grupos devocionais, os Sivaistas,
que adoram Deus como Siva; os Vaishnavas, que adoram Deus como
Vishnu, e os Shaktistas ou tântricos, que adoram a Deus
como Mãe do Universo, sobre as diversas formas de Devi.
Escolas de filosofia ou Darshanas, que na realidade são
“pontos de vista” filosóficos, semelhante,
por exemplo, como acontece no Ocidente sob um mesmo aspecto
metafísico. Dos seis pontos de vista filosóficos:
Nyaya (Buddha), Vaishesika (Kanada), Sankhya (Kapila), Yoga
(Patañjali), Mimamsa (Jaimini), Vedanta (Badarayana)],
permanecem como de maior importância o Vedanta.
Devemos, também, chamar a atenção dos leitores
para algumas interpretações ocidentais fruitivas
dos textos védicos, que fazem uma espécie de “polaridade”
indevida entre o Sankhya e o Vedanta. Os Vedanta-sutras, na
realidade, são textos filosóficos védicos
comentados. E, obviamente, tanto o conhecimento do Sankhya como
o Vedanta pertencem aos Vedas. estão de um modo outro
contextualizados naqueles Escritos. Entretanto, alguns autores
dizem que o Sankhya é filosofia naturalista pura, dando,
evidentemente, uma ênfase às suas convicções
particulares e materialistas, independente dos Vedas. Mas, isso
se deve pela existência de um monge chamado Kapila que
pertencia aos materialistas, mas não se trata de quem
é citado no Srimad-Bhagavatam; e, quanto ao restante,
os chamados "espiritualistas", segundo esta classificação
não autorizada, estariam vinculados ao Vedanta. Quando
nós nos referimos a Kapila, com certeza, estamos nos
referindo a Kapila Muni, filho de Devahuti, e que aparece registrado
no Srimad-Bhagavatam (Bhagavata Purana). O Srimad-Bhagavatam
é um dos documentos sagrados de grande importância
dentro do chamado “teísmo védico”,
e que postula as bases analíticas da Metafísica
oriental, bem como qual é seu escopo e teleologia.
Kapila Muni, como anteriormente dissemos, aparece no Srimad-Bhagavatam,
precisamente no Terceiro Canto, do Capítulo 25 ao 33.
E, Este, definitivamente, é teísta e se trata,
segundo nós entendemos, pela literatura védica
consagrada, do verdadeiro Kapila que instruiu sobre o Sankhya.
O Sankhya, como vimos, nos permite distinguir entre o físico
e a matéria, na medida que avança nos aspectos
metafísicos da existência, mas, convém salientar,
faz também afirmações a partir das “contingências
do mundo material”, portanto, possui uma espécie
de cunho naturalista, mas não é naturalismo puro.
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