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OS SÍMBOLOS SAGRADOS DA ÍNDIA

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2005

Aarti Puja

Sumário
1. Purna Kumbha - vivendo uma vida plena
2. Coco, o fruto do resplendor
3. Serpentes, representam a energia
4. Lótus, a beatitude final

1. PURNA KUMBH : vivendo uma vida plena
“O pote cheio, decorado com folhas de manga, e com um coco, aparece em todos os rituais e cultos. Ele é uma prece para a imortalidade bem como para uma melhor e plena vida, como uma experiência completa”. “O pote cheio, decorado com folhas de manga, e com um coco, aparece em todos os rituais e cultos. Ele é uma prece para a imortalidade bem como para uma melhor e plena vida, como uma experiência completa”.

Por toda a história, apaixonadamente, o homem direcionou-se para conquistar a morte e para diminuir a degeneração certa da sua força e poder. De modo similar à mitologia de muitos outros países, a antiga literatura da Índia também contém mitos sobre sábios e homens sensatos que dedicaram anos em árdua penitência e meditação solitária ao mestre dos segredos da imortalidade. Muitas ervas do Himalaia são ditas possuidoras de qualidades mágicas que revivam uma pessoa morta. Épicos como o Ramayana ou o Mahabharata, contém histórias sobre o uso do Sanjivani, a erva da grande revitalização das qualidades da vida.

Enquanto a imortalidade física e a eterna juventude ficam apenas no sonho mítico, os pensadores indianos contemplam um grande ideal sobre a vida e como realizar uma experiência completa. Eles procuram, através do conhecimento, experiência e concentração toda a energia mental e espiritual, acrescentar uma certa riqueza para a vida, uma totalidade da qual guiará os seres humanos próximos ao sonho da imortalidade. Este conceito de plenitude, de total auto-contentamento, é simbolizado no pensamento indiano e pela arte, através da figura gráfica do Purna Kumbh ou o pote cheio.

De acordo com a mitologia, os semideuses, esperando encontrar o néctar da vida eterna, bateram o oceano cósmico e receberam de suas nascentes ondas de kumbh ou o pote de néctar da imortalidade. O pote encerra dentro da sua forma arredondada a plenitude e a riqueza da vida. Uma amarga guerra entre os semideuses e os demônios seguiu-se para manter o seu poder, mas ninguém pode ganhar o néctar completamente.

O pote, de algum modo, tornou-se um símbolo, e mesmo hoje é usado nos rituais religiosos representando a imortalidade, Quando entram numa nova casa, a família indiana, cerimonialmente, carrega o kumbh decorado com folhas de manga e um coco. Na cerimônia do casamento e da morte, o pote pleno é característica constante como uma lembrança do desejo humano para alcançar a completude da vida. Um pote cheio de água do sagrado rio Ganga (Ganges) é muitas vezes adorado nas casas e nos santuários. De igual modo, um pode de água é associado com fluidez e concessão de energia vital. Freqüentemente o pote é decorado com uma swástika, o símbolo da energia solar.

Muito naturalmente, o kumbh tornou-se o tema de um magnífico festival (Kumbhamela) presidido na Índia ao redor da época do trânsito de Júpiter em Aquário, que ocorre a cada 12 anos. Milhões de entusiásticos banhistas reúnem-se em Hardwar e Allahaba, próximos ao sagrado Ganga e em Nasik e Ujjain, as margens do Godavari e do Kshipra, para seus rituais de banho, tornado este festival uma grande assembléia de banhistas rituais do mundo.

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 2. COCO: fruto do resplendor
O coco cresce em abundância ao longo da costa da Índia. A sua utilização em rituais e sacramentos é comum a todas as regiões. Um coco é dado a uma pessoa para honrá-la, ou para transportar boa vontade e bênçãos. À parte de conceder um deleitável sabor para muitos pratos indianos, o coco é onipresente como um fruto do resplendor”.“O coco cresce em abundância ao longo da costa da Índia. A sua utilização em rituais e sacramentos é comum a todas as regiões. Um coco é dado a uma pessoa para honrá-la, ou para transportar boa vontade e bênçãos. À parte de conceder um deleitável sabor para muitos pratos indianos, o coco é onipresente como um fruto do resplendor”.

Um símbolo de igual importância ao Kumbh, da plenitude da vida humana é o coco. De fato, a Índia peninsular é o local onde os coqueiros são abundantes ao longo da costa; esta árvore é chamada de Kalpavriksha (árvore da cabeça), ou a árvore mítica, a qual concede qualquer desejo feito.

O coqueiro oferece em si mesmo inumeráveis usos utilitários e de decoração. As suas largas folhas são tecidas juntas e utilizadas para cobrir as choças do vilarejo; a casca do coco é utilizada como combustível e sua cortiça é utilizada para fazer cordas e esteiras. O núcleo do fruto é comestível, assim como sua água é refrescante, saciando a sede e não é contaminado. O óleo de coco, derivado de suas palmas, é tradicionalmente utilizado para cozinhar bem como para untar o corpo.

O coco é presença intensiva nos casamentos, nascimentos e nos rituais fúnebres, bem como na inauguração de casas e prédios. Ele é freqüentemente utilizado em combinação com o pote de kumbh, com as folhas de manga, e de novo faz lembrar-nos da necessidade de tornar a vida humana uma rica experiência.

Na tradição dos lares indianos, nenhum presente é completo a menos que seja acompanhado de um coco. Um professor é honrado com um presente de uma manta e shrifial, o fruto do resplendor, como é chamado o coco. Uma mulher grávida dá um coco como um presente auspicioso. Na ausência de ídolos quando se administra vários pujas (oferendas) e sacramentos, freqüentemente se usa os cocos em vez dos semideuses e semideuses como seus representantes, do panteão Hindu. O coco é, então, imerso no mar ou em água corrente.

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“As serpentes são favorecidas com distintas personalidades na mitologia Hindu. Elas guardam a Terra e seus tesoures secretos. Elas possuem o seu mundo particular, Nagaloka, o qual possui palácios de jóias e florestas mágicas. Os Nagas são um povo muito poderoso na Índia épica e mitológica. As serpentes são adoradas como concessão de uma boa prole e prosperidade material”.3. Serpentes, representam a energia

“As serpentes são favorecidas com distintas personalidades na mitologia Hindu. Elas guardam a Terra e seus tesouros secretos. Elas possuem o seu mundo particular, Nagaloka, o qual possui palácios de jóias e florestas mágicas. Os Nagas são um povo muito poderoso na Índia épica e mitológica. As serpentes são adoradas como concessão de uma boa prole e prosperidade material”.

A adoração à serpente é um dos mais antigos cultos da civilização humana e prevalece na Síria, Egito, Grécia, Itália, México, e ainda é encontrada em muitos países da África e da Ásia. Na sabedoria mitológica destes países, às serpentes é creditado poder mágico por sobre gemas e tesouros. Elas são repositórias de sabedoria e também de controle da fertilidade humana.

Os Sumérios, Egípcios e Gregos, selaram o testemunho das serpentes como símbolos de cura. Em todas estas culturas as serpentes são cidadãos do mundo subterrâneo onde, gemas e jóias de inigualável brilho e beleza, se diz que estão armazenadas. No artista indiano, e no patrimônio cultural, a serpente simboliza a saúde e o poder subterrâneo dos tesouros; quando possui certa conotação sexual, e é adorada como deidade a qual concede boa prole aos seres humanos. Na mitologia Hindu, também, Ananta ou Sesha, o rei das serpentes, descansa no Oceano cósmico, onde é a morada de meditação do Senhor Vishnu, Deus que mantém e nutre todos os Universos.

Cada semideus do panteão Hindu está ligado com mitos de serpentes. Krishna, a mais popular encarnação de Vishnu, mostra-Se como o conquistador de Kaliya, o rei serpente no rio Yauna. No caso de Shiva, o asceta semideus da transformação, e da dança da destruição, a serpente enrosca-se no seu cabelo e ao redor do seu pescoço. Milhares de esculturas e pinturas mostram Shiva sendo enrolado por cinco serpentes ao redor do seu corpo. Antigos monumentos Jainistas e Budistas também descrevem cultos de adoração à serpente.

O mais imaginativo simbolismo da serpente enroscada, de qualquer forma, é encontrado na arte dos tempos antigos, onde a serpente enrolada representa a Kundalini, como uma energia adormecida em todos os seres humanos. As serpentes são conhecidas na mitologia como guardiãs ou Digpalas, de várias direções. São elas: Ananta, para o Este; Abhoga, para o sudoeste; Padmaka ou Padmanabha, para o Sul; Shankhapala para o sudoeste; Kulika para o noroeste; Va™ki para o Norte e Mahapadma para o noroeste.

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 4. LÓTUS, a beatitude final

“O Lótus é empregado universalmente em muitas religiões da Índia por causa do seu símbolo de paz e de desapego da matéria mundana. Ele representa a união com a divindade, enquanto fonte inspiradora de inumeráveis imagens poéticas e desenhos gráficos no patrimônio artístico indiano”.“O Lótus é empregado universalmente em muitas religiões da Índia por causa do seu símbolo de paz e de desapego da matéria mundana. Ele representa a união com a divindade, enquanto fonte inspiradora de inumeráveis imagens poéticas e desenhos gráficos no patrimônio artístico indiano”.

Antigos manuscritos e a iconografia da Índia usam o lótus intensivamente como um símbolo de muitos princípios abstratos. Deuses e deusas são constantemente retratados como estando de pé ou sentados sobre muitos esplendorosos lótus vermelhos ou brancos e carregando lótus em suas mãos. As deidades Budistas e Jainistas também são pintadas repousando sentadas com flores e lótus em suas mãos. Em todo o oriente religiosos, o lótus é um símbolo de beatitude, graça, paz divina e total desapego das qualidades mundanas como desapego, ira, paixão luxuriosa, inveja e egoísmo.

O lótus, na sua verdadeira natureza, cresce em locais, tipo banhados, cobertos por musgo, ou ervas daninhas e sujeira. De fato, ele apenas pode ser visto florescendo na sujeira e na lama. Mesmo assim, sua beleza é incomparável. O lótus, desta forma, vive num local banhado, coberto de musgo, mas, na realidade, não pertence a ele. Ele é desapegado pro si mesmo, completo em si mesmo, puro e lindo.


As múltiplas pétalas do mítico lótus também simbolizam as camadas da personalidade humana. Na medida em que eles se abrem, simbolizam o gradual alcance e aproximação da auto-realização.O cerne do lótus, então, aparece para realizar a liberação do cativeiro terrestre e liberar para ávida eterna. Ele é a flor nacional da Índia e um símbolo único indiano.

 Na literatura da Índia, há uma enorme variedade de nomes para o lótus. Por causa do seu nome ser Padma, Lakshmi é chamada Padma ou Padmaja, significando “nascida de um lótus”. Por causa de ele ser chamado Kamal, Vishnu é chamado Kamalayan, ou “que tem olhos de lótus”. A imagem de um lótus e uma abelha é constantemente repetida na literatura devocional, retratando Deus, e a perfeita fragrância formada pela flor com o amor devocional a abelha ao seu redor.
O lótus é encontrado em muitas cores e aspectos – aqueles que florescem durante o dia são chamados de Nalin, Aravind ou Utpala. Os que florescem durante a noite são conhecidos como Kumuda. Os muitos nomes do lótus também são usados para descrever os aspectos da divindade e a misericórdia de Deus.

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