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SRIMAD
BHAGAVAD-GITA
Canto 13
Krishnakshetra-kshetrajña-vibhaga-yogah
"Yoga das diferenças
entre o campo e o conhecedor do campo"
SRI SWAMI KRISHNAPRIYANANDA SARASWATI
© SOCIEDADE
INTERNACIONAL GITA DO BRASIL
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA
Porto Alegre, RS, Brasil
1997 - 2007

O Yogi medita no Brahman
ou Absoluto
Prolegômenos
do Canto 13
No capitulo II, Krishna disse para Arjuna que a identificação
com o aparente e temporário, como o que acontece com
nossos corpos materiais, por exemplo, é ilusória.
Não pelo fato do corpo não existir, mas pelo fator
da temporariedade. Tudo neste mundo material têm começo,
meio e fim, sendo que este ciclo se repete eternamente na criação.
Somente o Ser ou alma é eterno, que apesar de estar num
corpo material não é distinto dele. O corpo material,
Kshetra, é conhecido como o “campo” onde
podemos perceber a presença ou a manifestação
ôntica ou do Ser. O Homem, como sabemos, é o único
objeto que têm consciência de si mesmo. Ele é,
de modo simultâneo, sujeito e objeto e, bem por isso,
é também um objeto que têm conhecimento
da sua finitude. Saber estabelecer a diferença ontológica
entre sujeito e objeto, requereu muitos milhares de anos da
chamada evolução eidética. O conhecedor
do campo, ou melhor daquele que habita o campo, chama-se Kshetrajña,
pois trata-se de quem realmen-te está no corpo e não
do corpo. Podemos falar em muitos tipos de conhecimento: o conhecimento
vulgar, o conhecimento científico, e assim por diante,
mas, o conhecimento transcendental, de que há uma diferença,
ainda que muito inerente, entre o ser e sua existência,
é algo que requer um pensamento e amadurecimento mais
aprofundados. Alguns sinceros filósofos da antiga Grécia
denominaram a causa suprema das coisas como sendo apeiron, porque
deslumbravam um conhecimento que está além do
simples aparente. De fato, este Canto do Bhagavad-gita é
o mais filosófico de todos, porque trata de uma metafísica
muito transcendental. O conheicmento dos Upanishads será
de extrema importância no auxílio dos que querem
se aprofundar na filosofia védica. Por outro lado, praticamente
todos nós, estamos a maior parte do tempo ocupados na
nossa manutenção material. Necessitamos de alimentos,
agasalhos, e outras coisas pertinentes à manutenção
da vida. Mesmo assim, perce-bemos que a vida não é
só a manutenção da espécie e dela
mesma, há algo mais, ou, pelo menos, existe algo que
almejamos que está mais além do que simplesmente
os atos de comer, dormir, reproduzir e nos proteger. Neste canto,
o leitor terá uma das mais profundas abordagens metafísicas
da Teoria do Conhecimento védico, porque se trata de
uma elevada metafísica ou metafísica do Ser Supremo.
Cada verso deste capítulo do Bhagavad-gita irá
acrescentar as diferenças substantiais entre o conhecedor
e o conhecido, de modo que o leitor irá entender as diferenças
de modo sublime.
Veja
o Canto 13 :.
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