Português - Brasil
Inglês Espanhol

 

Om Sri Ganeshaya Namah! Om Bhurbhuvah Svah Tat Savitur Varenyam Bhargo Devasya Dhimahi Dhiyo Yo Nah Prashodayat! Om Namo Bhagavate Vasudevaya!
:: CANAIS ::

. Contato

. Yoga/Meditação
. Sobre Nós
.: Cultura-religiosa :.
. Cultura_Religiosa
. Santos & Sábios
.: Sanatana-Dharma :.
. Bharata News

. Hinduísmo

. Contos da Índia
.: Krisnapriyananda :.
. Ensinamentos
. Matérias
. Parampara (linhagem)

. Pergunte ao Swami

. Satsang
. Vedanta
.: Ensinamentos
Sivananda :.
. Sivananda Siksha

. Asanas

. Ensinamentos
. Yoga

Documento sem título
Documento sem título

SRIMAD BHAGAVAD-GITA
SWAMI KRISHNAPRIYANANDA SARASWATI

Introdução | Histórico do Épico | Quem é Krishna? | Resumo do Gita | Resumo da Lâminas | Gita Jayanti | Glossário | Gita Mahatmya | Verso da Semana
RESUMO DOS CANTOS
Canto 1 | Canto 2 | Canto 3 | Canto 4 | Canto 5 | Canto 6 | Canto 7 | Canto 8 | Canto 9 | Canto 10 | Canto 11 | Canto 12 | Canto 13 | Canto 14 | Canto 15 | Canto 16 | Canto 17 | Canto 18
VERSOS COMPLETOS
1.Arjuna-Vishada-Yoga | 2.Sankhya-yogah | 3.Karma Yoga |4.Jñana-Karma-Sannyasa-ogah |5.Sannyasa-Yogah | 6.Atma-Samyama-Yogah | 7.Jñana-Vijñana-Yogah | 8.Akshara-Brahma-Yogah |9.Raja-Vidya-Rajaguhya-Yogah | 10.Vibhuti-Yogah | 11.Vishva-Rupa-Darshana-Yogah | 12.Bhakti-Yogah | 13.Krishnakshetra-kshetrajña-vibhaga-yogah | 14.Guna-traya-vibhaga-yogah | 15.Purushottama-Yogah | 16.Daiva-Asuras-Sampadvibhaga-Yogah | 17.Shraddhatraya-Vibhaga-Yogah | 18.Moksha-Sannyasa-Yogah

SRIMAD BHAGAVAD-GITA
Histórico da narrativa épica

SRI SWAMI KRISHNAPRIYANANDA SARASWATI

© SOCIEDADE INTERNACIONAL GITA DO BRASIL
SANATANA DHARMA BRASIL

GITA ASHRAMA
Porto Alegre, RS, Brasil
1997 - 2007

Sumário
1. O que está se passando? Antecedentes
2. A Curiosa Kunti
3. O surgimento dos Pandavas
4. A proteção de Krishna


Krishna e Arjuna na quadriga1. O que está se passando? Antecedentes
Para entendermos o Srimad Bhagavad-gita, no seu contexto amplo, literário e histórico, é necessário sabermos que Ele é uma pequena parte da grande epopéia védica chamada Mahabharata (maha= grande; bharata= Índia), fato que fez alguns gregos desinformado acusarem os indianos de copiado as obras de Homero, Odisséia e a Ilíada, assim que ouviram Suas narrativas contadas pelos viajantes. Segundo a tradição védica, o Mahabharata foi uma obra ditada, na verdade narrada, pelo sábio Vyasadeva, e anotada na forma escrita, segundo a tradição, pelo semideus, filho de Siva e Parvati, chamado de Ganesha.


Vyasadeva e Sri Ganesha O aspecto puntual do Mahabharata, no contexto desta narrativa do Bhagavad-gita, refere-se a ocupação não legítima do trono da Índia por parte de um ambicioso guerreiro da família dos Kurus, chamado Duryodhana, dando origem a batalha de Kurukshetra. Dhritarashtra, pai de Duryodhana, por ser cego, não pôde ser conclamado legítimo rei, ainda que fosse mais velho do que seu irmão Pandu. Isto deveu-se ao fato de que Pandu fora amaldiçoado, numa certa ocasião, por um cervo, o que lhe impediria de ter filhos naturais. Dhritarashtra, o rei cego, recebeu a autorização de Pandu, por carta, para ocupar o trono diretamente, apesar disto estar contrariando a tradição secular da trasmissão de um reiono. Mas o reino do mundo não poderia ficar sem um rei; por isso, o fato de Pandu passar o trono para o seu irmão foi a solução encontrada, pelo menos provisoriamente, até que houvesse um legítimo herdeiro do trono, que, obviamente, deveria ser filho primogênito de Pandu. Por sua vez, Dhritarashtra (o rei cego) casou-se com Gandhari, tendo com ela cem filhos, formando a família Kaurava, ou seja, a família dos Kurus. O primogênito deste casamento, Duryodhana, era de natureza ambiciosa e de caráter cruel, sedento de po-der, e que queria, a qualquer custo, ocupar o trono na sucessão de Pandu, que ficara impedido de assumir o trono por causa daquela maldição. Pandu casou-se, mas não teve filhos naturais antes de Dhritarashtra, mas os teve de forma mágica. A primeira esposa de Pandu foi Pritha, que recebeu, mais tarde, o nome de Kunti; Kunti era uma bela jovem, e de coração muito bom, que fora doada por seu pai, Shurasena, ao seu primo Kuntibhoja, porque este não possuía filhos, daí o nome Kunti (filha, adotiva, de Kuntibhoja). Na casa de Kuntibhoja, Srimati Kuntidevi encarregava-se de servir a todos os convidados, sendo muito educada e prestativa para com todos. Portadora de uma conduta pura e casta, devotada ao serviço devocional amoroso ao Senhor Supremo, Krishna, Kunti atraiu a simpatia de um sábio denominado Durvasa. Este sábio, prevendo que Kunti teria dificuldades para conceber filhos, em virtude da maldição do futuro marido Pandu, concedeu-lhe o dom de invocar os semideuses através de mantras para gerar filhos de forma mágica. No Mahabharata está escrito que Kunti, depois de ter recebido este dom do sábio Durvasa, sentiu grande atração pelos raios do Sol, enquanto meditava nas palavras mágicas dos mantras recebidos do sábio. Então, Kunti pensou se Surya, o semideus dos “mil raios brilhantes”, seria tão belo como a estátua que havia no Templo do deus Sol; curiosa, articulava o fato de que, se o mundo inteiro vê o Sol durante o dia a noite ele seria somente seu. Numa noite em que Kunti permaneceu acordada em seu leito até à meia-noite, e enquanto lá fora a Terra jazia em silêncio, e o palácio estava às escuras, Ela levantou-se, foi à janela e, suavemente, recitou o mantra que havia recebido de Durvasa para evocar Suryadeva, o semideus do Sol.

Topo | Sumário

2. A Curiosa Kunti

Kunti recebe o Surya, o semideus do Sol.Apesar de estar apenas fazendo um “teste de curiosidade”, Surya atendeu o chamado de Kunti, que caiu desmaiada diante da fulgurância que dele emanava. Do encontro com Suryadeva e Kunti originou-se Karna que, pelo fato de ser de um semideus, gerou-se e desenvolveu-se em um instante, e que nasceu como uma criança resplandecente. Kunti, assustada, não sabendo o que dizer ao seu pai, colocou o filho recém-nascido, dentro de um cesto de vime, impermeabilizado com cera, e largou-o à deriva no rio Yamuna, numa notável semelhança com a história de Moisés. Este primeiro filho de Kunti recebeu o nome de Karna, nome que lhe foi dado pelo rei Adhiratha, que o encontrou à margem do rio Yamuna, uma vez que fora, pela causalidade do destino, parar aos seus pés. Este rei, vendo a resplandecência do menino, adornado com brincos e uma espessa armadura de ouro, disse que iria transformá-lo no melhor dos guerreiros Kshatriyas, e isto aconteceu, indo logo aliar-se ao exército dos guerreiros dos Kurus, onde estava Duryodhana.

Decorridos alguns anos, e no momento em que Surasena achou que Kunti estava pronta para casar, trouxe-se-lhe Pandu para se tornar seu esposo. Quando retornava com Kunti para seu reino, Pandu recebeu como segunda esposa Madri, filha do rei Madra, uma vez que Bhishma, havia preferido Salya, irmã de Madri, para ser sua esposa, e Madri ter sido prometida para casar com um rei. Assim coube a Pandu o dever ético de recebê-la como esposa, também, além de Kunti. Apesar de estar casado já há algum tempo com Kunti e Madri, pela maldição recebida, Pandu não podia ter filhos, pois durante uma cassada flechara mortalmente um casal de cervos unidos em acasalamento, sendo, então, amaldiçoado pelo macho antes de morrer, e que, a exemplo das fábulas ocidentais, disse-lhe que, pelo fato ter realizado tal feito, interrompendo um momento desta natureza, jamais poderia Pandu ter filhos, pois, quando tentasse relacionar-se sexualmente com sua esposa seria fulminado mortalmente pela maldição. Após ter ouvido a maldição dita pelo cervo, Pandu mencionou seu desejo de internar-se na floresta, temendo morrer por um simples ato de amor, e o que, de fato, veio a acontecer mais tarde. As espo-sas de Pandu, Kunti e Madri, ficaram muito tristes, e quiseram ir com ele para a floresta, e assim foi feito. Pandu, então, entregou o seu anel real, junto com uma carta, para um dos seus servos, dizendo que o levasse para Dhritarashtra, o irmão mais velho e cego de Pandu. Por sua vez, tendo recebido a notícia que Pandu, e suas esposas, haviam deixado Kurujañgala, Dhritarashtra não mais comeu e nem sequer dormiu. Diante disto, Bhishma, o avô, ancestral comum de Dhritarashtra e Pandu, ordenou que aquele pegasse o anel e governasse o reino, nomeando-o Kuru Dhritarashtra, “o rei dos Kurus”. Por outro lado, tendo sido prometido ao rei Gandhara que sua filha, Gandhari, seria desposada por um rei, era preciso que Dhritarashtra assumisse, de uma vez por todas, o cargo real, porque este estava vago pela retirada inesperada de Pandu. Por sua vez, por saber da condição cega de Dhritarashtra, Gandhari, sabendo que iria tornar-se esposa do rei cego Dhritarashtra, cobriu os olhos com uma venda que nunca mais tirou, para ficar numa condição semelhante a de seu futuro marido. Com Gandhari, Dhritarashtra esqueceu sua dor, resultante do afastamento de Pandu do reino dos Kurus. Apesar de ter ficado grávida de Dhritarashtra, Gandhari não paria por mais de dois anos, então, o rei mandou chamar Vyasa, o grande sábio, e este lhe disse que Gandhari trazia dentro de si uma centena de filhos, e que só daria à luz após dois anos. Decorrido este tempo, Gandhari, auxiliada por uma serva, deu à luz uma bola dura de carne, e que dividida em cem pedaços, por ordem de Vyasa, foram colocados por Bhishma dentro de cem potes de bronze, previamente preparados, e cheios de ghee (manteiga clarificada), regados com água pura, sendo os potes devidamente selados e lacrados, e que foram escondidos no jardim do palácio, sendo, talvez, que isto seja a maior confissão de engenharia genética na produção de clones já conhecida por nós; após dois anos, com os cem pedaços que Vyasa havia cortado, nasceram 100 homens, um a cada dia, e, com um pedaço que sobrara, nasceu uma mulher, assim como no drama bíblico do surgimento de Eva da “costela de Adão”, é um pequeno pedaço do homem que dá origem à mulher. O primeiro dos filhos de Dhritarashtra foi Duryodhana, e do último jarro aberto surgiu Duhsala, a filha mulher.

Segue | 1 | 2 |

:: Tópicos Relacionados ::

Topo | Sumário | Resumo


Documento sem título

 

.: Índice dos Cantos
 

 


Copyright

Copyright © 1997-2006- SOCIEDADE INTERNACIONAL GITA DO BRASIL.
Todos os Direitos reservados na forma da lei.
Veja detalhes do Copyright
Webdesign & Maintenance: WebGanesha



.: BHAGAVAD-GITA :.
- Estudos
- Krishnapriyananda
- Swami Sivananda
- Swami Harijarji
- Ramananda
.: CLÁSSICOS :.
- Mahabharata
- Ramayana
.: ASHRAMA :.
- Doações
.: LINKS :.
- Top 1
- Top 10
- Rádio Mirabai
. Sanatana-Dharma
. Sivananda
. IGS
- Portal
- Reporte Erros!!!

LILAS

Krsnalila

Skandalila

Vishnulila

Sankaralila

Gitagovindalila

Sivanandalila