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GITA
GOVINDA
de
SRI
JAYADEVA
Tradução
de PHULLA KALIKA DAS
SOCIEDADE INTERNACIONAL GITA DO BRASIL
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA
Porto Alegre, RS
1997 - 2006
"Feliz é aquele
que tem no amor de Deus a inspiração da sua
vida,
porque é todo o amor possível"
Swami
Krsnapriyananda
Sumário
1. Gita Govinda,
a canção amorosa do Senhor Krishna
2.
A obra em pintura
3. Versão completa para leitura on-line
3.
Versão completa para leitura on-line
3.1.
Introdução
O Gita Govinda (A Canção de Govinda), é um
dos clássicos mais renomados da Índia antiga;
essa obra está centralizada na confidencial relação
amorosa entre Radha e Krishna em um rito da primavera.
O Gita Govinda consiste de doze capítulos que posteriormente
foram divididos em vinte e quatro canções. Cada
canção consiste em oito quadras de versos que
recebe o nome de Ashtapadi. O Capítulo um, dois, quatro
cinco e doze contêm dois ashtapadi cada; os capítulos
três, seis, oito, nove e dez contêm só um
ashtapadi cada. Assim
há vinte e quatro ashtapadis. Estes ashtapadis
podem ser estabelecidos, quanto à música, em
ragas de diferentes melodias, que foram seguidas pelos poetas
de períodos mais recentes. Há inúmeros
comentários tanto nos diversos dialetos indianos quanto
em idiomas estrangeiros.
Os versos são aplicados à música e dança
e as apresentações são executadas nos
templos, descrevendo os bhavas de Madhura da devoção
ao Senhor Supremo e mostrando de forma inusitada como um
poeta versado pode adotar idéias profanas para aprofundamento
e elevação espiritual.
O
kayva do Gita Govinda é um poema lírico e
dramatiza as brincadeiras de amor entre Radha e Krishna
como trama principal, mas transmite sutil e simultaneamente
a
natureza profunda da devoção da alma individual,
em sua ânsia da vivência de Deus, para atingir
finalmente o serviço ao Senhor.
Este Bhava carrega em si a similaridade que há entre
a realização de Deus e o erotismo e aqui esse
caminho é magistralmente tratado. O
Gita Govinda foi composto com o fim específico de
ser uma canção para dançar durante a adoração
noturna ao Senhor Jagannatha, e a composição
assim é feita com tal habilidade para que seja cantada
segundo as batidas dos movimentos de pé de uma dançarina.
O
próprio autor ao término do Kavya declara
suas razões, onde ele enfatiza que o poema se destina
a serum suporte para meditação em Vishnu e está envolto
em Srngara rasa pelo Kavi Jayadeva Pandita em seu profundo
mergulho meditativo no Senhor eSua Consorte.
O
poema ficou tão popular que em menos de um século
que se espalhou por todos os cantos da Índia, de leste
para sul, oeste e norte, e traz expressões da arte na
dança,
música, pintura e na adoração no templo.
A
vida do autor remonta a segunda metade do século XII.
Foi pela primeira vez vertido ao inglês em 1792.
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