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O Vedanta é Experiência Viva :.
SWAMI SIVANANDA
© Tradução
para o Português de
Swami Krishnapriyananda Saraswati
SOCIEDADE INTERNACIONAL
GITA DO BRASIL
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA
Porto Alegre, RS, Brasil
1997 - 2008
"O
verdadeiro conhecimento é amor. Este é o único
caminho – amor divino – que está em todos.
O amor divino é um grande poder, ele é a base
de toda a vida religiosa".
Swami Sivananda
O Vedanta é
Experiência Viva
O termo “Vedanta” é um termo insultado (nos
nossos dias). Todo o tipo de vaidade, hipocrisia e autoconceito
(solipsismo), têm mascarado o Seu nome. Hoje em dia, virou
moda passar-se por vedantino; sendo uma espécie de renúncia
de responsabilidades de todos os tipos, bem como dos rituais
e regras do Varna-Ashrama-Dharma, permitindo-se aqueles levar
uma vida irrefletida de facilidades, inércia e letargia.
O Punjab está cheio de secos “lábio-vedantinos”
(apenas falam mas não fazem; “papo-furado”).
As mulheres do Punjab, também, tomaram o Vedanta, tendo
grande orgulho de chamarem-se a si próprias de “vedantinas”,
enquanto sequer entendem a filosofia, e nem sequer elas A praticam.
Todos os empregados aposentados, que não fizeram qualquer
tipo de serviço abnegado, qualquer Sadhana, adoração
ou caridade, tomam o Vedanta como um tipo de fantasia.
Desta
forma, o Vedanta se tornou num tipo de “filosofia confortável”,
porque alguém que diz adotá-lo se acha no direito
de escolher qualquer coisa e comer tudo o que goste. A licenciosidade
é um engodo para uma vida de expansão. Se um homem
pode comer qualquer coisa em qualquer hotel, em qualquer parte
do mundo; se ele pode mover-se socialmente com qualquer homem
ou mulher, isso não quer dizer que ele seja um Vedantino.
Há muita conversa fiada hoje sobre o que é o Vedanta.
Há uma tagarelice vazia sobre o Vedanta, mas não
há uma prática do Vedanta. Ninguém quer
fazer um verdadeiro e sólido Sadhana Vedantino. Uma pessoa
sente-se envergonhada de chamar-se a si mesma de Bhakta, mas
demonstra grande orgulho em denominar-se um “Yogi”
ou um “Vedantino”, porque ela imagina tolamente
que assim será respeitada pelo público. Muitos
Vedantinos ignorantes confundem o corpo com Brahman, e, por
conseguinte, há corrupção entre os assim
chamados “vedantinos livres”. Isso não é
apenas lamentável, mas altamente deplorável.
A
pregação do Vedanta por atacado às massas
não é aconselhável. Isso irá resultar
num caos, confusão e estagnação. Segurar
os princípios do Vedanta e ter um reto entendimento da
filosofia e Sadhana é muito difícil. Vedanta é
para uns poucos e seletos, que estão munidos com os “quatro
meios de salvação” ou Sadhana Chatushtaya;
para quem removeu as impurezas da sua mente, bem como a oscilação
mental através de uma prática constante de Nishkama
Karma Yoga e Upasana. O caminho do Vedanta não é
tão fácil como geralmente é suposto ser.
Ele é um agudo caminho num fio de navalha. Portanto,
aqueles que pregam o Vedanta para as massas fazem mais mal do
que bem. Eles estão desorientando as pessoas.
É
muito fácil, mas muito mesmo, dizer: “Soham –
eu sou Ele; Sivoham= eu sou Siva; Aham Brahma Asmi= eu sou como
Brahman, assim como um papagaio; mas viver o verdadeiro espírito
do Vedanta; sentir a unidade ou identidade com a consciência;
tornar-se “Ele”, na verdade, e irradiar a bem-aventurança
Brahminica, alegria e paz, é um assunto de extrema dificuldade.
Enquanto repetir “Soham”, se a mente for facilmente
perturbada quando um outro profere uma única palavra
severa, e assim inicia a lutar violentamente com o outro, sinceramente
não há qualquer utilidade naquela repetição.
Isso é mera hipocrisia. Quem age desta forma não
é capaz de influenciar os outros; as pessoas tomam-no
como um enganador.
O
Vedanta não é um mero conceito ou dogma; Ele não
é nem teoria, nem uma filosofia seca para contenda e
argumentação. Ele é uma vida real de alegria
perene no Brahman ou Verdade. Um único vedantino prático
como Sankara pode mover o mundo todo. Um vedantino prático
possui uma tremenda força espiritual interna. O mundo
todo se alegra no avistamento de um verdadeiro vedantino prático.
O Vedanta prático é uma experiência viva;
a fundição do ser individual no oceano da consciência
ou no Ser Supremo. O experenciador exclama com alegria inefável:
“Tudo é de fato Brahman; todas as diferenças,
distinções, e qualidades desaparecem. Eu vejo
Brahman e unidade por toda a parte. Eu sou Brahman”.
Hari
Hara Om Tat Sat
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