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Perfeição :.
SWAMI SIVANANDA
© Tradução
para o Português de
Swami Krishnapriyananda Saraswati
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA
90460-000 - Porto Alegre, RS, Brasil
1997 - 2005
"‘Seja
firme em servir os outros".
Swami Sivananda
Perfeição
A
qualidade essencial para um Sadhu (pessoa renunciada), é que
ela deverá adaptar-se a si mesma para todas a condições
e circunstâncias, não causando nenhum inconveniência
para os outros. O dever deles é servir e não
aborrecer os outros. Muito poucos “Sadhus” sabem
o que eles são e o que eles devem fazer.
Nesta
manhã, um velho “sadhu” do Swarg
Ashrama veio aqui. Ele veio aqui quando eu estava aqui, também.
ele tinha 80 anos de idade. Mas neste dia não tinha
Roti (pão), aqui. Havia apenas arroz e curry. Mas o
Sadhu não comera. Ele apenas queria comer Roti. Parece
que arroz produziria gazes nele. Se você deixar, ele
será capaz de falar por uma hora e meia sobre os maus
efeitos do arroz. Mas ele irá recusar-se a lembrar de
que a maioria da população da Índia, e
do mundo, vive apenas de arroz.
Isso
foi tudo o que ele aprendeu do Sadhana (prática
espiritual), durante tos estes trinta anos de vida de “sadhu”: “Arroz
não deve ser comido; apenas Roti é bom para a
saúde e meditação”. Toda as vidas
daquelas pessoas serão gastas num único pensamento:
o da comida certa ou errada. O que acontecerá se em
um dia você não conseguir o alimento, segundo
o seu próprio gosto ou preferência? Mesmo a sua
própria vida não irá tolerar você por
um dia, se você for assim tão detalhado no que
deverá comer.
É um dever especial para um Sadhu não causar
qualquer inconveniência para os chefes de família.
Nós não devemos sobrecarregar um chefe de família,
mas devemos fazer um serviço para ele. Quando irá aquele
Sadhu entender sobre isso? Alguns Sadhakas (buscadores), aqui,
também, têm a sensação de que eles
estão vivendo num Ashrama e que alguma consideração
deve ser suficiente para abrir os portões de Kaivalya
(liberação) para eles. Eu garanto para você:
mesmo se eles vivessem muitas centenas de suas vidas, próximos
de grandes santos no mundo, eles não iriam progredir
nem mesmo uma mínima fração. Eles devem
aplicar-se neles mesmos. Cada um deve pensar em si mesmo, agir
por si mesmo. Aqui havia alguns Sadhakas a quem pessoalmente
confiei e coloquei nos afazeres do Ashrama, e eu costumava
temer a me aproximar deles. Se, por um momento, eu fosse até eles
e pedisse para eles prepararem um pouco mais do que eles davam
para mim de comida, para que eu talvez desse uma quantidade
extra de algo mais, eu seria recusado. O que eu fiz naquelas
ocasiões foi reduzir o meu próprio consumo e
distribuir com os outros.
Se
um Sadhaka atinge o verdadeiro Samadhi (super-consciência),
numa centena de nascimento, isso será uma grande conquista.
Deus é perfeito; e a não ser, e até que,
todas as más qualidades sejam erradicas, e as qualidades
divinas sejam adquiridas no grau da perfeição,
não haverá Samadhi.
Hari Om Tat Sat
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