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CULTURA
RELIGIOSA
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O nome "Jesus" :.
SRI
SWAMI KRSNAPRIYANANDA SARASWATI
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA
Departamento de Ensino Religiosa da
SANATANA DHARMA BRASIL
2006

"Se,
pois, eu não souber o sentido da voz,
serei estrangeiro para aquele que fala,
e o que fala será estrangeiro para mim"
(I Co. 14.11).
Sumário
1.
Fé e história
2. Étimo-filologia:
Judeu ou Juiz?
3
Yudah?
4.
A César do que é de César
5.
Ave Caesar
6.
A jacota romana
7.
Como chamavam os romanos
8.
Mashah
9.
Histórias semelhantes
8.
Mashah
Os hebreus chamavam de "mashah" a um
ato semelhante ao batismo, onde óleo sacrossanto,
que ficava dentro de um chifre de carneiro, e que também
era usado em cerimoniais, e que era então despejado
na fronte ou cabeça do iniciado. Quando
procuramos o peculiar nome do chamado messias,
na literatura original dos textos da Bíblia, portanto
antes de a tradução ou interferências
dos copistas, não encontramos, em nenhuma vez,
a palavra "iesus"; primeiro, porque
isso é uma obviedade; por tratar-se de uma palavra
latina, e, segundo, porque na Bíblia fala-se em
"messiah", ou seja, "aquele que vem
para trazer a abundância e a luz da libertação".
Há muitas traduções da Bíblia
do texto original em hebraico. A primeira delas é
chamada de Septuagina, tendo sido realizada entre os séculos
III e I, e tendo diversos tradutores, alguns eram hebreus.
Os hebreus reconhecem esta tradução como
sendo a mais fidedigna ao original, uma vez que, provavelmente,
teve a mão de hebreus que sabiam o grego, e assim
puderam manter a fidedignidade ao texto (veja mais detalhes
em Tópicos Relacionados).
O
chamado Novo Testamento, contém um conjunto
de textos que foram modificados e alterados ao longo dos
séculos. De fato, uma ampla história de
encontros e desencontros da própria religião
cristã foi criada e, ao mesmo tempo, sistematizada,
de acordo com a incorporação de novos mitos
ou da cristianização de atos chamados pagãos.
Ao longo dos séculos, o mito em torno do messias
foi se formando, tendo sido anexado vários fatores
advindos de outros mitos. Isso não deverá
nos surpreender, porque o mito faz parte da religião
de modo inequívoco e inseparável. Ainda
que possa existir mito sem religião, não
há como ter religião sem mito. O longo período
que se seguiu da queda do Império Romano do Ocidente,
até a queda do Império Romano do Oriente
ou Império Bizantino, teve grandes mudanças
sociais e culturais. Não é a toa que a grande
expansão da rota do comércio, das grandes
navegações, aparece no Renascimento. O homem
havia ficado muito tempo sumisso a um conjunto de idéias,
e se acomodado com elas, fosse pelo fator de não
ter acesso a quase nenhuma formação ou estudo,
ou pelo simples fato de temer ser considerado um hereje
ou infiel. A pena, no mais das vezes, era a tortura e
a fogueira, no estilo do Malleus Maleficarum,
o livro de caça as bruxas da Idade Média.
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