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CULTURA
RELIGIOSA
.:
O nome "Jesus" :.
SRI
SWAMI KRSNAPRIYANANDA SARASWATI
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA
Departamento de Ensino Religiosa da
SANATANA DHARMA BRASIL
2006

"Se,
pois, eu não souber o sentido da voz,
serei estrangeiro para aquele que fala,
e o que fala será estrangeiro para mim"
(I Co. 14.11).
Sumário
1.
Fé e história
2. Étimo-filologia:
Judeu ou Juiz?
3
Yudah?
4.
A César do que é de César
5.
Ave Caesar
6.
A jacota romana
7.
Como chamavam os romanos
8.
Mashah
9.
Histórias semelhantes
1.
Fé e história
O epistemólogo, Rubem Alves, escreveu: "A
luta entre o pensamento baseado na autoridade, e o pensamento
orientado
para a investigação da natureza é
fascinante... Uma ordem social já estabelecida
tende a privilegiar as formas passadas de pensar, pois
a novidade é sempre imprevisível, incontrolável,
subversiva".* Pensamos não ter uma
polêmica
maior do que a que envolve o verdadeiro nome do prometido
"messias" que, segundo os seguidores cristãos,
teria nascido no ano 1 da atual era, e que ao longo
dos
séculos firmou-se como tendo o nome "jesus",
apesar deste nome provavelmente ser uma palavra composta,
e referir-se um alcunho discriminatório contra
os "judeus" da época, e que passou
para o uso popular. Contudo, não há nenhuma
comprovação
histórica e material para fundamentá-lo,
estando presente apenas naqueles escritos e nos testemunhos
dos que possuem interesse no fato. Quando questionado
a respeito de uma existência histórica
e concreta de fatos que comprovem não só o
nome como a própria existência de Jesus,
no ano de 955, num Congresso Internacional de História,
realizado na cidade de Roma, o Papa Pio XII disse: "Para os cristãos, o problema da existência
de Jesus Cristo concerne à fé, e não
à história". De fato, nunca foi
um problema para a Igreja Católica dar fundamento
histórico para a sua doutrina religiosa. Mas
isso não
é um problema somente dos católicos;
na
Índia, também, até muito recentemente,
houve um descaso com o passado, sendo-nos muito difícil
datar qualquer coisa acontecida devido a despreocupação
arqueológica dos governos indianos. O pouco que
sabemos sobre a história da Índia deve-se aos escritos
dos "colonizadores", e daqueles que ocuparam o território
daquele país ao longo dos séculos. Apesar de uma ampla
disposição
de documentos escritos na época do Nazareno,
ainda não
vimos nenhuma referência ao nome latino transliterato "jesus",
que surgiu na ocasião da tradução
da Vulgata
Latina feita pelo bispo Jerônimo, por ordem do Papa Damaso,
numa revisão da antiga tradução Latina da Bíblia no
ano de 383. O mais próximo que temos disponível é em
aramaico: "Yeshua",
que
traduz-se como "Josué". Palavras, aliás, que passou
para o Yorubá "'exu".
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